Gás natural é tema de Fórum liderado pela ASPACER

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A ASPACER representa as indústrias de revestimentos cerâmicos do estado de São Paulo

Após dois anos de queda, a indústria paulista registrou em 2017 aumento de 4% no consumo de gás natural no Estado, totalizando 4 bilhões de metros cúbicos (m³). A informação foi divulgada recentemente no Boletim Energético da Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo.

“A ampliação da produção, principalmente do setor cerâmico no segundo semestre do ano passado, foi um dos principais fatores para a retomada do consumo de gás no estado”, explica o secretário de Energia e Mineração de São Paulo, João Carlos Meirelles.

Das 28 indústrias cerâmicas do estado de São Paulo consumidoras de gás natural, 20 estão localizadas no Polo Cerâmico de Santa Gertrudes. O consumo das empresas dessa região, em 2017, foi de 629,03 milhões m³ do combustível. Estimativas sinalizam um aumento da demanda em 2018, considerando-se o cenário atual. O setor cerâmico de revestimento é considerado o 2º maior consumidor industrial do combustível.

Segundo Benjamin Ferreira Neto, presidente da ASPACER, a indústria não tem hoje como substituir o gás natural por outra fonte. “Na parte técnica, o gás natural supera o GLP. O gás liquefeito, em razão da sua formulação, isto é, de variações nas concentrações de seus componentes – o butano e o propano – causa alterações no poder calorífico dos fornos e pode interferir na qualidade dos produtos”, declara.

O gás natural, que no início dos anos 2000 tornou o setor um dos mais competitivos do mundo, hoje, por conta do preço, é chamado de “grande vilão”. Enquanto os reajustes foram pesados e contínuos nos últimos anos no Brasil, houve queda de preços em diversos outros países. “É claro que a competitividade é uma questão mais ampla. Tem o câmbio, o déficit logístico, a carga tributária, o custo dos financiamentos e da mão de obra, porém, o gás é um fator fundamental, tem um peso elevado”, declara Luís Fernando Quilici, diretor de relações institucionais e governamentais da ASPACER. Segundo ele, essa fonte energética representa quase 25% do custo de fabricação.

Para discutir oportunidades e desafios para o desenvolvimento da cadeia de gás natural no Brasil, com temáticas voltadas para estudos de casos e propostas para os segmentos da indústria que utilizam o combustível de forma abundante, a ASPACER realizará no dia 23 de abril, na sede da ALESP – Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o 2º Fórum Brasileiro do Gás Natural. “Estamos vivendo um momento de grandes desafios para a consolidação de uma nova realidade no mercado do gás natural no Brasil e o 2º Fórum Brasileiro do Gás Natural realizado dentro desse contexto de transformações permitirá o debate sob diversos olhares em relação ao desenvolvimento da cadeia produtiva e a abertura do mercado de gás natural, beneficiando toda a sociedade brasileira”, destaca Quilici, CEO do evento.

 

Sobre a ASPACER

A ASPACER reúne 28 cerâmicas de revestimento do Estado de São Paulo, que juntas representam uma das maiores forças empresariais do Brasil. Responsáveis por 12 mil empregos diretos e 200 mil empregos indiretos, é a Associação do Maior Polo Cerâmico das Américas e representa empresas da cadeia produtiva, na categoria sócio colaborador. Destas 28 cerâmicas, 20 estão localizadas no Polo Cerâmico de Santa Gertrudes, formado pelas cidades de: Limeira, Cordeirópolis, Santa Gertrudes, Rio Claro, Iracemápolis, Ipeúna e Piracicaba.

A ASPACER participa de diversas frentes relacionadas ao gás natural: está entre as associações que integram o Comitê Técnico Pró-desenvolvimento do Gás Natural do Governo Federal. Em 2015, através de Luís Quilici, a associação atuou como coordenadora do Fórum do Gás em 2015, grupo constituído por 14 entidades empresariais de âmbito nacional e que representam segmentos da cadeia produtiva da indústria do gás natural no Brasil.

Sobre o Gás Natural

O Gás Natural é um combustível fóssil que se encontra na natureza, normalmente em reservatórios profundos no subsolo, associado ou não ao petróleo e é um combustível muito utilizado pelos setores termoelétrico, petroquímico, cerâmico e vidro. Hoje o gás natural representa cerca de 12% de toda a matriz energética brasileira.