Apesar do leve alívio registado no mercado global de petróleo com a libertação de navios petroleiros retidos no Estreito de Ormuz, o cenário de fornecimento energético internacional mantém-se sob forte vigilância para o segundo semestre.
O conflito geopolítico provocou uma queda acentuada nos estoques globais e a necessidade de reposição dessas reservas projeta uma pressão contínua sobre os preços dos combustíveis. Para os setores eletrointensivos e altamente dependentes de energia térmica, a volatilidade do barril do Brent atua como um indicador crítico para o planejamento de custos operacionais e logísticos de médio prazo.
No caso da indústria cerâmica brasileira, os reflexos deste panorama global repercutem de forma direta na estrutura de custos, uma vez que o preço do gás natural e do transporte de mercadorias está intrinsecamente ligado às flutuações do mercado internacional de petróleo.