Representantes do Fórum do Gás participaram de reunião com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para apresentar as prioridades da agenda de trabalho da entidade para 2026 e discutir temas regulatórios considerados fundamentais para o avanço da abertura do mercado brasileiro de gás natural.
Participaram do encontro, pelo Fórum do Gás, o coordenador-geral Luís Fernando Quilici, diretor de Relações Institucionais da Aspacer; o coordenador-adjunto Adriano Farias Lorenzon, da Abrace; André Passos Cordeiro, da Abiquim; Lucien Belmonte, da Abividro; e Ana Aparecida Vieira, secretária-executiva do Fórum do Gás. Pela ANP, participaram Artur Watt Neto, diretor-geral da agência; Daniela Godoy Martins Corrêa e Adriana Nickel Lourenço, assessoras da Diretoria; e Luciano Veloso, superintendente adjunto de Infraestrutura e Movimentação.
Os representantes das associações manifestaram apoio à abertura da consulta pública sobre a proposta de cálculo do Método do Capital Recuperado (RCM) aplicado aos gasodutos de transporte operados pela NTS e pela TAG. “A discussão transparente dos critérios tarifários é essencial para ampliar a previsibilidade regulatória, promover maior eficiência econômica e contribuir para a redução dos custos do gás natural para consumidores industriais”, destacou Luís Fernando Quilici, coordenador-geral do Fórum.
Outro tema destacado foi a importância da futura consulta pública sobre as regras de acesso às infraestruturas de escoamento e processamento de gás natural. A minuta da regulamentação encontra-se atualmente em período de vistas na ANP e é considerada estratégica para ampliar a transparência, a concorrência e o acesso de novos agentes a etapas fundamentais da cadeia de suprimento de gás natural.
Durante o encontro, os representantes do Fórum do Gás também demonstraram preocupação com o cenário internacional de energia. A volatilidade dos mercados globais e as tensões geopolíticas vêm pressionando os preços do gás natural em diversas regiões do mundo, produzindo reflexos sobre a competitividade da indústria brasileira.
Nesse contexto, as entidades ressaltaram que o avanço de soluções estruturais para o mercado de gás natural brasileiro torna-se ainda mais relevante. Medidas voltadas ao aumento da oferta, à ampliação da concorrência e ao aperfeiçoamento regulatório são consideradas fundamentais para fortalecer a competitividade da indústria nacional, impulsionar investimentos produtivos, estimular o crescimento econômico e gerar ganhos duradouros para o Brasil.
O Fórum do Gás reafirmou sua disposição de colaborar tecnicamente com a ANP na construção de um ambiente regulatório cada vez mais moderno, transparente e alinhado aos objetivos de desenvolvimento econômico e industrial do país.