Retração na construção civil acende alerta sobre demanda no setor cerâmico

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O desempenho recente do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro trouxe dados preocupantes para a cadeia de infraestrutura e habitação. Segundo um estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a construção civil perdeu espaço de forma acentuada na economia nacional ao longo da última década, enfrentando sérias dificuldades para elevar sua eficiência produtiva. O levantamento da CNI revela que a participação do setor no PIB caiu de 6,4% em 2013 para 3,6% em 2024, enquanto a produtividade acumulou uma retração de 20,4% nos últimos 30 anos. Esse recuo reflete diretamente a desaceleração de grandes obras e a postura mais cautelosa do mercado imobiliário frente aos juros elevados e à pressão nos custos dos insumos básicos.

Para a indústria cerâmica de revestimento, o cenário impõe um monitoramento rigoroso e planejamento estratégico redobrado, dado que o setor é altamente dependente do dinamismo das obras residenciais, comerciais e do varejo de materiais de construção. A retração do mercado construtivo gera uma compressão imediata na demanda por pisos e azulejos, forçando as plantas fabris a recalibrarem seus estoques e volumes de produção. Diante deste panorama desafiador, as lideranças do polo cerâmico reforçam a importância de incentivos macroeconômicos e de reformas estruturais para destravar o crédito e reaquecer o canteiro de obras no país.