A escalada militar envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel no Oriente Médio provocou um novo choque no mercado global de energia. O conflito, iniciado no final de fevereiro de 2026 com ataques militares contra instalações iranianas, desencadeou uma série de retaliações e elevou o risco de interrupção em rotas estratégicas de transporte de petróleo e gás.
Um dos pontos mais sensíveis é o Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL). A instabilidade na região reduziu o tráfego de navios e elevou imediatamente os preços da energia nos mercados internacionais.
Nos primeiros dias do conflito, o impacto foi imediato: contratos de gás natural e petróleo registraram fortes altas e aumentaram a volatilidade nos mercados financeiros globais.
O gás natural tem sido um dos combustíveis mais afetados. Analistas apontam que o conflito ameaça a oferta global de GNL, principalmente porque grandes exportadores do Golfo dependem das rotas que passam pelo Estreito de Ormuz.
Em alguns mercados, o efeito já é significativo. Na Europa, os preços do gás chegaram a subir mais de 40% em poucos dias, reacendendo temores de uma nova crise energética semelhante à vivida após a guerra da Ucrânia.
Especialistas alertam que, se as interrupções logísticas persistirem, os preços do gás podem atingir níveis recordes, uma vez que a oferta global de GNL ficaria parcialmente comprometida.
Impactos indiretos para o Brasil
Embora o Brasil não dependa diretamente do gás do Oriente Médio, o país é afetado pela dinâmica do mercado global. Isso ocorre porque parte do gás consumido no Brasil, principalmente em períodos de maior demanda energética, é importada no formato de GNL