O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de transformação completou de julho a setembro três trimestres consecutivos em queda, na comparação na margem, com ajuste sazonal, sob impactos negativos diversos, como custos mais elevados por efeitos de câmbio, alta de commodities, escassez hídrica e elevação de juros, ao lado de riscos políticos e fiscais minando confiança. A persistência de grande parte dos fatores promete um quarto trimestre e um 2022 ainda difícil para o setor. De acordo com dados divulgados ontem pelo IBGE, o total da indústria teve crescimento zero de julho a setembro em relação ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal.
O único desempenho positivo na decomposição da atividade foi da construção, que avançou 3,9% no mesmo critério. A indústria de transformação caiu 1% e as indústrias extrativas, 0,4%. O ramo da eletricidade, gás, água e esgoto recuou 1,1%.