Negociação da importação do gás da Bolívia está paralisada, diz ANP

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Segundo Décio Oddone, diretor-geral da agência, o processo de negociação continuará parado até que um novo governo se estabeleça no país vizinho

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, afirmou, na tarde desta terça-feira (12) que, enquanto não houver uma definição sobre o novo governo na Bolívia, não será possível retomar as negociações para a recontratação da importação do gás natural do país vizinho.
“O que estava sendo renegociado primeiro era o contrato de compra de gás da Bolívia, de 30 milhões de m3/dia de gás, que tinha que ser negociado pelas empresas brasileiras com a YPFB, que, no caso boliviano, tem o monopólio da negociação e é controlada pelo governo. Uma vez que elas soubessem o volume de moléculas a que teriam direito, elas [empresas brasileiras] poderiam então poderiam então participar de licitação pública pelo volume de transporte no gasoduto [Brasil-Bolívia]. A ANP fazia isso [a licitação pública]”, disse Décio, durante do seminário “E agora, Brasil”, promovido pelo “Globo” e pelo Valor, na sede da Confederação Nacional do Comércio (CNC), no Rio.

Segundo ele, porém, com a indefinição do novo governo boliviano, o processo de negociação foi paralisado. “Tem que haver um governo legítimo do outro lado com condições de assinar esse contrato, com novos volumes e novo preço. Enquanto isso não se resolver, é difícil de acreditar que essa história terá um fim”, afirmou.
“Vamos ter que esperar uma eleição, um novo governo se estabelecer, para retomar a negociação”, completou.

 

Fonte: Jornal Valor Econômico/ Foto: Luis Veiga/ Getty Images