Aspacer apoia iniciativa do governo federal que abre o mercado de gás natural

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A criação de Comitê interministerial para coordenar a implementação de uma série de medidas visando a abertura do mercado do gás natural, promovida ontem (23) pelo presidente Jair Bolsonaro, avança para o fim do monopólio da Petrobrás no mercado. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Bolsonaro assinou decreto que institui o Comitê de Monitoramento da Abertura do Mercado de Gás Natural (CMGN), com o objetivo de estimular a competição no setor. “Também é o primeiro passo para que efetivamente tenhamos o mercado livre. Essa questão para nós é importantíssima, precisamos ter a figura do consumidor livre. Nós defendemos ações que estão relacionadas à abertura do mercado, maior concorrência do setor. Para que isso realmente aconteça precisamos ter novos ofertantes de gás. Hoje tudo está centralizado nas mãos da Petrobras e diante da inexistência da concorrencia a figura do consumidor livre não existe”, lembrou o diretor de relações institucionais e Governamentais da Aspacer, Luís Fernando Quilici.
Quilici participou do evento em Brasília e disse que a meta da equipe do ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque é redução de pelo menos 40% no preço do gás natural nos dois primeiros anos. Também há perspectiva na construção da infraestrutura e transporte na ordem de R$ 38,2 bilhões. “Isso significa investimentos e por consequência a esperada retomada da economia”, comentou Quilici.
Hoje a Petrobras detém cerca de 70% do mercado de gás natural e caberá ao comitê definir as diretrizes e ações para a quebra do monopólio. O discurso do presidente Jair Bolsonaro faz coro ao posicionamento da Aspacer que é a redução dos preços do gás natural praticados no Brasil, um dos mais caros do mundo. Com a queda é possível garantir produtos mais baratos dentro da cadeia produtiva que depende do gás.
O ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque projeta duplicar a oferta de gás nos próximos 10 anos, de 124 hoje, para 267 milhões de metros cúbicos por dia. Pelos cálculos da equipe econômica o preço deve cair 40%. Em termos comparativos, o País ainda não terá gás mais barato, mesmo a longo prazo. Hoje os consumidores dos Estados Unidos pagam US$ 3 por milhão de BTU, Japão e Europa US$ 8 e aqui US$ 14. Chegar a US$ 7 com o choque de ofertas, pretendido pelo governo, seria redução de 50%, segundo os mais otimistas.