ASPACER e o PGA-Plano de Gestão Ambiental

Postado em Cerâmica

Associação busca parcerias para implementação de ações dentro do Plano de Gestão Ambiental do Setor Cerâmico

Álvaro Sedlacek - Diretor Financeiro e de Negócios da Desenvolve SP, Almir Guilherme – Diretor Executivo da ASPACER, Professor Doutor Sebastião Gomes de Carvalho – da UNESP, Eduardo Saggiorato -  Superintendente de Negócios e Operações da Desenvolve SP, Lauro Gracindo Pizzatto - Superintendente Regional do DNPM – Regional de São Paulo  e Roberto Eduardo Kirchheim – Geólogo.

Álvaro Sedlacek – Diretor Financeiro e de Negócios da Desenvolve SP, Almir Guilherme – Diretor Executivo da ASPACER, Professor Doutor Sebastião Gomes de Carvalho – da UNESP, Eduardo Saggiorato – Superintendente de Negócios e Operações da Desenvolve SP, Lauro Gracindo Pizzatto – Superintendente Regional do DNPM – Regional de São Paulo e Roberto Eduardo Kirchheim – Geólogo.

Dando continuidade às ações para ampliação dos estudos e projetos contemplados pelo PGA e que envolvem os municípios que compõe o Polo Cerâmico de Santa Gertrudes, o Engo. Almir Guilherme, diretor executivo da ASPACER – Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento e o Prof. Dr. Sebastião Gomes de Carvalho, representando a UNESP – Universidade Estadual Paulista, campus de Rio Claro estiveram na sede da Desenvolve SP, na capital, no dia 31 de agosto para reunião com Álvaro Sedlacek – Diretor Financeiro e de Negócios da Agência de Desenvolvimento Paulista. O objetivo do encontro foi para conhecer as linhas de financiamento que viabilizariam alguns dos projetos. Especificamente, para o projeto de estudos hidrogeológicos, a ser desenvolvido em parceria com a CPRM – Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, o DAEE – Departamento de Águas e Energia Elétrica, o CTH – Centro Tecnológico de Hidráulica e Recursos Hídricos da USP e a UNESP/RC. Esse projeto tem por objetivo conhecer e avaliar possíveis impactos da atividade minerária na quantidade e qualidade das águas sub-superficiais e do lençol freático.

A ASPACER busca, mais uma vez, através dessas parcerias, trazer para o setor o conhecimento científico e tecnológico, a inovação e acima de tudo bases fundamentais para um desenvolvimento sustentável, não só das empresas cerâmicas, mas de toda a cadeia produtiva da indústria de mineração e de transformação mineral.

Essa é mais uma ação da ASPACER dentro do Plano de Gestão Ambiental do Setor, que busca complementar o primeiro projeto, já em andamento, contemplado no Convênio entre a ASPACER e a UNESP, denominado – Modelo de Gestão para a Qualidade do Ar na Região do Polo Cerâmico de Santa Gertrudes – SP – “PCSG”. Como o próprio nome diz, esse projeto esta voltado para a qualidade do ar e, através da ampliação dos pontos de monitoramento, busca identificar, quantificar e qualificar o material particulado presente na atmosfera para que então sejam adotadas medidas de controle e monitoramento eficazes na busca da melhoria da qualidade de vida da população da região.

Os primeiros equipamentos que serão utilizados para ampliação da rede de monitoramento da qualidade do ar, foram adquiridos pela ASPACER e já se encontram a disposição no Departamento de Geografia da UNESP/RC para serem instalados em pontos determinados pelos técnicos da universidade.

A ampliação dessa rede dará continuidade ao trabalho de quatros anos de pesquisa de tese de doutorado da Prof. Dra. Meyre Oliveira. Denominado “Estudo sobre a dispersão de poeira na região do Polo Cerâmico de Santa Gertrudes – PCSG” a pesquisa documenta quais são as principais fontes de emissão do material particulado na região, principalmente nas cidades de Rio Claro e Santa Gertrudes.

“Ficou claro que o  particulado em suspensão contém, em boa parte, material proveniente do solo, ou seja, é material oriundo da atividade agrícola, e do tráfego de caminhões pelas estradas não asfaltadas, portanto o asfaltamento das estradas vicinais na região do polo ceramista poderia melhorar muito a qualidade do ar nesses locais”, define Meyre.

Nessa questão em particular, com o apoio da ASPACER, as empresas mineradoras já tem celebrado convênio/contrato para realização de trabalhos de umectação diária e constante das principais estradas vicinais não asfaltadas, utilizadas para escoamento da sua matéria-prima, do produto acabado e também do transporte de cana de açúcar.

“A entidade tem sido ao longo do tempo, a única representação das mais diversas atividades econômicas da região a ter um papel proativo na busca das soluções ambientais que são necessárias. Este Convênio assinado com a UNESP é mais uma prova da disposição da ASPACER em propor soluções. No entanto é importante frisar: se não houver o engajamento de outros setores da economia regional, cujas atividades também impactam o meio ambiente, só o esforço produzido por mineradores e produtores de cerâmica, não será o bastante para melhorarmos a qualidade de vida da comunidade que está no nosso entorno”, destaca o presidente da ASPACER, Benjamin Ferreira Neto.

Fonte: Créditos da Foto: Desenvolve SP