O consumo de gás natural no País em junho deste ano apresentou queda de 6,7% frente aos dados de maio e uma pequena variação negativa de 0,85% ante junho de 2016. No sexto mês do ano foram consumidos 58,01 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural frente aos 62,82 milhões de metros cúbicos/dia registrados em maio deste ano e aos 59,01 milhões de metros cúbicos/dia em junho de 2016. No acumulado do primeiro semestre de 2017 foram consumidos em média 57,8 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural, redução de 4,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Já a indústria registrou crescimento de 1,6% no acumulado do primeiro semestre. No comparativo com o mês de maio, o consumo caiu 1,6%. No confronto com os dados de junho de 2016, a queda é de 4,1%.
O destaque do semestre é o crescimento do consumo do Gás Natural Veicular: 8,8%, antes os dados de igual período de 2016.
As informações fazem parte de levantamento estatístico da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), feito com concessionárias em 20 estados, reunindo dados em diversos segmentos: residencial, comercial e automotivo, entre outros.
“Apesar da queda pontual neste mês, o crescimento no acumulado do primeiro semestre reflete uma ligeira retomada da atividade industrial no País. No segmento automotivo, os indicadores mostram que muitos consumidores estão atentos ao aumento da competitividade do GNV – uma solução estratégica não só para os carros de passeio, mas também para o transporte público. É uma opção econômica e com ganho ambiental para os centros urbanos por emitir menos material particulado e gases causadores do efeito estufa. Nossa expectativa é de que o crescimento do consumo de GNV em 2017 chegue a 13,5%, o equivalente a um aumento de 200 mil metros cúbicos por dia de GNV no consumo do combustível”, explica Augusto Salomon, presidente executivo da Abegás.
“Outro destaque é o crescimento de 9,3% no consumo do segmento residencial no acumulado do primeiro semestre. A desaceleração da economia não impediu que as distribuidoras investissem na expansão de suas redes de distribuição, levando o conforto e a segurança do gás natural a um número maior de consumidores e, consequentemente, ampliassem o volume comercializado o que contribuiu para a modicidade tarifária”, afirma Salomon.
Resultados por segmento no acumulado do primeiro semestre de 2017
Na indústria, alta de 1,6%.
No segmento residencial, crescimento de 9,3%.
No segmento comercial, retração foi de 6,2%, reflexo da desaceleração econômica no País.
No segmento automotivo, avanço de 8,8%.
Na cogeração, alta de 5,4% acompanhando ligeira recuperação do segmento industrial.
Na geração elétrica, queda de 6,62%, ainda reflexo do menor despacho no País.
Destaques de consumo nas regiões em maio/2017 ante abril/2017
| • | Centro-Oeste – Avanço de 63,4% no segmento industrial. |
| • | Nordeste – Crescimento de 18,8% no segmento residencial. |
| • | Norte – Aumento de 6,1% no segmento industrial. |
| • | Sudeste – Alta de 10,7% no segmento automotivo. |
| • | Sul – Crescimento de 15,9% no segmento residencial. |
Sobre a Abegás
Criada em 1990, a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) representa as empresas concessionárias dos serviços de distribuição de gás canalizado no Brasil.
Tem como visão ser referência institucional na indústria do gás natural, representando os interesses do serviço de distribuição, agindo para proteger as concessões públicas, a garantia de suprimento e a ampliação do atendimento.
Em seus mais de 25 anos de existência, a Abegás tem atuado para que ocorra a ampliação da oferta de gás natural no país, quer seja de produção nacional ou por meio de importação; no estímulo ao fortalecimento das empresas distribuidoras de gás canalizado em todos os Estados da Federação; no intercâmbio e na cooperação técnica e institucional entre seus associados e outras entidades e, bem como, na colaboração com órgãos do governo federal e dos governos estaduais na formulação de programas de desenvolvimento e fortalecimento da indústria brasileira do gás natural.