Setor cerâmico esteve em pauta no Fórum de Comercialização de Energia em São Paulo

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O painel “Mercado Livre de Gás Natural: Diretrizes Estratégicas para o desenho de novo mercado de gás natural” contou com a participação da ASPACER

Nos dias 20 e 21 de fevereiro, em São Paulo, foi realizado o 4º Fórum de Comercialização de Energia: Outlook 2017, evento que apresentou um balanço do atual cenário mercadológico e regulatório da comercialização de energia no Brasil e suas perspectivas para os agentes na agenda do setor elétrico de 2017. Luís Fernando Quilici, diretor de relações institucionais e governamentais da ASPACER, apresentou a visão da indústria no painel “Mercado Livre de Gás Natural: Diretrizes Estratégicas para o desenho de novo mercado de gás natural”, realizado na última terça-feira.

Publicada em 11 de outubro de 2016, a Portaria do MME – Ministério de Minas e Energia nº 490, divulgou, para consulta pública, o documento “Diretrizes Estratégicas para o Desenho de Novo Mercado de Gás Natural no Brasil”, com o objetivo de aprimoramento dos fundamentos do novo mercado de gás natural, discutidas no âmbito da iniciativa “Gás Para Crescer”.

Essa iniciativa decorre da atual política de desinvestimento por parte da Petrobras na cadeia de gás natural e energia elétrica, o que permitirá a entrada de novos investidores e a efetiva abertura do mercado de gás natural, como pretendida desde 2009 com a “Lei do Gás”. Para debater o assunto e os diversos pontos de interesses e conflitos das frentes de trabalho que estão sendo conduzidos, a 4ª edição do Fórum apresentou o painel Mercado Livre de Gás Natural: Diretrizes Estratégicas para o desenho de novo mercado de gás natural. Integraram a mesa principal: Symone Araújo – diretora do Departamento de Gás Natural do MME, Marcelo Cruz Lopes – Gerente Executivo de Energia da Petrobras, Percival Amaral – diretor de gás da ECON Energia, Luís Fernando Quilici – diretor de relações institucionais e governamentais da ASPACER e moderando os trabalhos, o Engenheiro Carlos Augusto Arentz Pereira – representando a Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Symone Araújo deu início às apresentações falando sobre a visão do governo, demonstrando através de dados que a indústria do gás está passando por grandes transformações. A exemplo de outros países é necessário que o seja comercializado a preços competitivos. “Para isso é preciso que haja uma reforma que garanta a segurança energética e que promova essa competitividade”. Dentre outras propostas relevantes, também citou a importância do Comitê Técnico Pró-desenvolvimento do Gás Natural, com o objetivo de propor medidas, acelerar a transição e apresentar propostas de reforma legal. Para ela um futuro promissor para o setor, teria que atender alguns requisitos: competição, diversidade de agentes, liquidez, acesso à informação e considerar as boas práticas da indústria, principalmente casos de sucesso em outros países.

Marcelo Lopes, da Petrobrás, em seguida, discorreu sobre a visão do produtor. Para ele, a garantia do suprimento energético está na base da pirâmide para conseguir um crescimento econômico e sustentável. “O país carece de investimentos em infraestrutura nos setores elétrico e efetivamente no de gás natural. Uma ação é decorrente da outra”.

Percival Amaral, representando a ECON Energia, por sua vez, falou em sua participação sobre a visão da comercializadora. Para ele, existe um desafio tributário relacionado ao mercado de gás natural, o que dificulta o mercado livre. “O que um consumidor espera quando falamos dos temas gás e mercado livre: conveniência, fornecimento e preço”.

O diretor de relações institucionais e governamentais da ASPACER participou como último explanador do painel e discorreu sobre o setor cerâmico de revestimento, segundo maior consumidor de gás natural no estado de São Paulo. Em 2016, foram consumidos 600 milhões de m³ de gás natural, combustível que garante qualidade ao produto. Além da relevância do setor no consumo do combustível, a ASPACER está entre as associações que integram o Comitê Técnico Pró-desenvolvimento do Gás Natural do governo federal. Luís Quilici também atuou como coordenador do Fórum do Gás em 2015, grupo constituído por 14 entidades empresariais de âmbito nacional e que representam segmentos da cadeia produtiva da indústria do gás natural no Brasil.

O 4º Fórum de Comercialização de Energia: Outlook 2017 reuniu comercializadoras, geradoras, distribuidoras, consumidores de energia e governo para traçar estratégias, planejamento e perspectivas diante do cenário regulatório-econômico de comercialização de energia e Mercado Livre.