O Estado de São Paulo tem um papel de destaque na produção nacional de revestimentos cerâmicos, representando hoje 70% da produção nacional, com algo em torno de 600 milhões de m²/ano produzidos. Com isso cerca de 85% da produção de todo o Estado está localizada no Polo de Santa Gertrudes, formado pelo municípios de Rio Claro, Santa Gertrudes, Cordeirópolis, Iracemápolis, Limeira, Piracicaba e Ipeúna, gerando 9.500 empregos diretos e outros 200 mil indiretos em todo o país ao longo da sua cadeia produtiva.
A indústria de Cerâmica para revestimentos no Brasil surgiu a partir de antigas fábricas de tijolos, blocos e telhas de cerâmica vermelha, que no início do século 20 começaram a produzir ladrilhos, mais tarde, azulejos e pastilhas cerâmicas e de vidros. Foi no início dos anos 70 que a produção atingiu uma demanda continuada, fazendo com que a indústria cerâmica ampliasse significativamente a sua produção, com o surgimento de novas empresas, gerando mais vagas de trabalho. “O aumento da demanda por habitação e reformas no mercado interno, o crescimento do mercado externo e o desafiante cenário atual, tem levado às empresas a adotarem estratégias competitivas de produção para conseguirem se posicionar e se manter no mercado”, destaca Benjamin Ferreira Neto – presidente da ASPACER (Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimentos), entidade que congrega 29 indústrias associadas.
Para Pablo Nascimento Beloni, gerente de Recursos Humanos da cerâmica Villagres e coordenador do Grupo de Excelência de RH da ASPACER, atualmente com o mercado globalizado e competitivo, as indústrias cerâmicas procuram investir em novas tecnologias e programas de qualidade, a fim de se adaptarem às exigências do mercado brasileiro e internacional. Sendo assim, os requisitos para contratar-se um novo funcionário são muitos, e o processo, que antes não levava sequer um dia, hoje pode levar semanas. “Com certeza, hoje os processos seletivos estão mais refinados, pois as empresas buscam profissionais mais capacitados que possam contribuir para o desenvolvimento do seu negócio. Há décadas atrás as atividades eram muito mais braçais, hoje, são muito mais intelectuais, pois a tecnologia trouxe essa mudança, que é muito positiva”, afirma Beloni.