Primeiro dia do Fórum de Design traz discussão sobre a transformação das referências

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Primeira parte do evento, trouxe palestras que envolvem temas relacionados a afetividade e empatia.

Hoje,03, a sede da Aspacer – Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento foi palco do 8º Fórum Nacional de Design para Revestimentos Cerâmicos. O evento promovido anualmente reúne designers e profissionais do setor durante dois dias na sede da entidade. O tema este ano é Modernidade Líquida e os desafios do Design.

 

A abertura do evento contou com a participação do presidente da Aspacer,Valmir Severino Carnevali, que falou sobre a importância da qualificação. “A gente vive uma revolução no modo de pensar. E, hoje o setor cerâmico possui um nível profissional e tecnológico excepcional, que está sempre evoluindo e se modificando”, destacou.

 

Vice-presidente do Conselho Administrativo da Anfacer, Benjamim Ferreira Neto, avaliou que a iniciativa é um meio importante de valorização da indústria cerâmica e também uma busca da identidade própria da brasilidade de produtos nacionais. “Essa contribuição do despertar do design é um movimento fundamental do setor para suportar todas essas alternâncias da economia e do mercado de construção com um todo”, pontuou durante discurso.

 

Em seguida, o Gerente de Design e Inovação do Centro Cerâmico do Brasil (CCB), Marcos Serafim falou sobre o porquê da escolha do tema. Segundo ele, o Fórum deste ano foi pensado para trazer ao setor pensamentos e posições de mercado onde o design é protagonista e nesse contexto discutir como setor pensa sobre as mudanças que estão vindo. “Dentro disso buscamos pessoas que pudessem falar dessas mudanças e da liquides nas relações de consumo e como nós desenvolvedores se encaixamos nisso”, disse.

 

ABERTURA

 

O filósofo Jelson Oliveira, falou, às 9 horas, sobre Modernidade Líquida e os desafios do Design. O primeiro painelista a se apresentar trouxe para o público reflexões sobre as demandas de consumo e relações pessoais com base nas mudanças que ocorrem dentro das instituições parentais. “Se a gente comparar a modernidade de hoje podemos dizer que há uma mudança no que diz respeito as referências, ou seja, as instituições sociais como família, emprego, estado e escola, estão em crise e sofrendo mudança. E o que marca nosso tempo é liquides onde as referências são diluídas e a gente fica sem um lugar central para olhar e entramos agora na era da comparação”, destacou.

 

Na sequência foi arquiteto Alexandre Brunato, que discorreu sobre a Economia do Afeto, onde falou, por exemplo, sobre como usar nossos sentidos em um projeto arquitetônico. “Tendência muitas vezes é a liberdade de escolha, respeitando a individualidade de cada um”, citou durante apresentação.

 

O período da manhã foi encerrado com a apresentação da Business designer Glaucia Binda que falou sobre A empatia das coisas com um olhar humanizado sobre projetos de design. “Pessoas compram experiência e não produtos. Empatia é a arte de se colocar no lugar do outro, calçar o sapato do outro”, exemplificou ela acrescentando que o princípio básico da empatia é que a gente precisa escutar mais. “A gente precisa fazer isso em todos níveis não só com as pessoas mas com nosso clientes”, finalizou.