
Embaixador Marcondes de Carvalho, Deputado Thame e Quilici.
No último dia 28, Luís Fernando Quilici, diretor de relações institucionais e governamentais da ASPACER esteve em Brasília, no Ministério das Relações Exteriores, para reunião com o Subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia – Embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho e o deputado federal Mendes Thame (PV/SP), Coordenador da Frente Parlamentar Mista Pró-Gás Natural.
O objetivo do encontro de Quilici e Thame foi de solicitar o apoio e a participação do Itamaraty para a realização de uma Missão Oficial à Bolívia, tendo em vista que o contrato de importação de gás natural boliviano ao Brasil, fechado em 1999, será finalizado em 2019.
Hoje aproximadamente 60% do gás natural (GN) utilizado pelas cerâmicas de revestimento da região, é proveniente da Bolívia, fato esse que preocupa o setor.
“O segmento de gás natural no país deverá passar por profundas transformações já no curto prazo, considerando que a política de desinvestimentos realizada pela Petrobras, pretende diminuir de forma substancial sua participação nesse mercado e também da mudança regulatória prevista para o setor e que deverá ser remetida ao Congresso Nacional antes do recesso do meio do ano. Hoje a Petrobras participa praticamente de todas as etapas da cadeia produtiva do gás, desde a prospecção, produção, importação, transporte, distribuição até o consumo final desse energético.”
Diante desse quadro a Petrobras já anunciou que reduzirá a importação de gás natural da Bolívia em cerca de 45%. O Brasil é o principal cliente da Bolívia nesse mercado.
Com a redução da participação da Petrobras no mercado de gás natural e com a chegada do final do contrato de fornecimento do gás boliviano ao Brasil, segundo Quilici, “se faz necessária um interlocução mais ampla com o governo daquele país, para que as incertezas sobre a capacidade de fornecimento e investimentos de prospecção em novos poços sejam eliminadas, dando maior tranquilidade a setores produtivos da indústria que consome o GN.”
O Itamaraty apoiou a iniciativa, no entanto pediu mais tempo para a organização da Missão, já que nesse momento é prudente aguardar a finalização das tratativas entre Petrobras e o Governo boliviano acerca dos novos montantes de gás natural que serão adquiridos pela companhia.
A expectativa é que a Missão possa ser realizada ainda em 2017, em meados do segundo semestre.