A indústria cerâmica contratou 200 mil m³/dia de gás natural no primeiro Leilão de Gás Natural da União, realizado nesta quinta-feira (22) pela Pré-Sal Petróleo (PPSA). Ao todo, os 20 lotes destinados ao segmento foram contratados com o segundo prêmio mais competitivo em relação ao piso de US$ 1,80 o milhão de BTU. O volume adquirido será destinado ao abastecimento de oito empresas do setor.
“O comportamento da indústria cerâmica no 1º Leilão de Gás da União refletiu adequadamente o interesse do setor por um gás mais barato, com impacto de custo aderente às margens operacionais do setor. Mas ainda perseguimos gás com preços mais competitivos. As indústrias cerâmicas participaram ativamente do leilão, com 8 empresas vencedoras nos 20 lotes ofertados e a presença foi pautada pela viabilidade econômica das respectivas plantas industriais, o que resultou no arremate do volume dos 200 mil m³/dia.”, destaca Luís Fernando Quilici, CEO da Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer).
O executivo complementa: “A realização desse leilão é resultado de um importante trabalho conduzido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pelo Ministério de Minas e Energia (MME) de abertura de mercado, e também pela PPSA, que desenhou as regras do certame. Mas este é o primeiro passo, é fundamental que a política de leilões tenha continuidade e disponibilize para o mercado tanto o insumo nacional quanto o gás importado”. O leilão ofertou 1,1 milhão de m³/dia de gás pertencente à União, proveniente dos contratos de partilha da produção de petróleo e gás, distribuídos em 110 lotes para diferentes segmentos industriais.