A Petrobras está monitorando em detalhe evolução da crise na Ucrânia e não vê impacto na segurança ao atendimento a clientes no Brasil, mas avalia que pode ocorrer um impacto “significativo” nos custos de gás natural liquefeito (GNL), disseram diretores da companhia em entrevista coletiva na tarde desta útima quinta-feira. “O primeiro impacto é uma volatilidade muito grande de preços no mercado. Tivemos hoje um pico de preço que ainda não estabilizou. O mercado todo está tentando avaliar as consequências e qual é o ponto de estabilização efetivo dos preços dada a situação na Ucrânia”, disse o diretor executivo de comercialização e logística da Petrobras, Claudio Mastella.
As instabilidades geopolíticas entre a Rússia e a Ucrânia levaram o preço do barril de petróleo tipo Brent a superar a barreira dos U$ 100 hoje.
O executivo lembrou que as importações brasileiras vêm de origem distante da região do conflito. Já o diretor de refino de refino e gás natural da Petrobras, Rodrigo Silva, disse que não há riscos na movimentação de cargas para atender compromissos contratuais de GNL, mas lembrou que a alta dos preços no mercado internacional vai impactar os custos de regaseificação.
“Vemos impacto significativo em custos”, afirmou.
É bom frisar que a Petrobras reduziu a importação de gás natural liquefeito (GNL) depois do forte aumento no ano passado, devido à demanda de usinas termelétricas que foram acionadas durante a crise hídrica.
Silva disse que a importação de GNL está em cerca de 14 milhões de metros cúbicos por dia (m3/dia), frente aos 24 milhões de m3/dia em 2021. No ano passado, o país viveu a pior seca em 91 anos, o que afetou os reservatórios das hidrelétricas e levou a um maior uso de termelétricas.
Fonte: Valor Econômico