Integração regional do gás em destaque

Postado em Gás Natural

A construção de um mercado regional de gás natural mais integrado entre os países do Mercosul e o Chile foi o tema central do evento Integração Gasífera Mercosul + Chile: rumo a um mercado regional, realizado nesta semana no Hotel Hilton Morumbi, em São Paulo. Promovido pela Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (OLACDE) e pelo CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe, o encontro marcou o encerramento da quinta fase do Projeto Regional de Integração Gasífera e reuniu autoridades governamentais, reguladores, empresas e representantes da indústria para discutir caminhos para ampliar a segurança energética e a competitividade da região.

A Aspacer participou das discussões representada por Luís Fernando Quilici, diretor de Relações Institucionais da entidade, que integrou o painel dedicado ao papel da demanda brasileira na viabilização de um mercado regional de gás natural. Segundo Quilici, a integração regional representa uma oportunidade relevante para ampliar a oferta de gás e fortalecer a indústria nacional, mas exige avanços coordenados entre governos, reguladores, agentes de mercado e consumidores. “A indústria precisa de previsibilidade para investir. Quando falamos em integração regional, estamos discutindo não apenas infraestrutura, mas condições para que setores produtivos possam planejar sua expansão com segurança energética e competitividade de longo prazo”, destacou.

Durante o painel, foram discutidas as condições necessárias para que o gás regional se torne um vetor efetivo de competitividade para a indústria brasileira, incluindo previsibilidade de preços, segurança de suprimento, disponibilidade de infraestrutura e estabilidade regulatória. No caso do setor cerâmico, um dos maiores consumidores industriais de gás natural do país, o combustível exerce papel central tanto na produção quanto na competitividade frente aos mercados internacionais.

O evento também abordou temas como segurança energética em um cenário geopolítico cada vez mais complexo, harmonização regulatória entre os países da região, estruturação da cadeia de valor do gás natural e mecanismos de mitigação de riscos para viabilizar investimentos em infraestrutura. Entre os participantes estiveram representantes dos ministérios de energia do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, além de executivos da ANP, ABEGÁS, ABIQUIM, ABIVIDRO, Braskem, CSN e outras organizações ligadas ao setor energético e industrial.