A Bolívia espera elevar a oferta de gás natural para o Brasil a partir de 2025, quando vê uma janela de oportunidade para diversificar clientes no mercado brasileiro, com o fim do atual contrato de suprimento firme, de longo prazo, com a Petrobras.Em 2022, a YPFB renegociou os termos do contrato com a Petrobras. Reduziu a exposição da Bolívia a penalidades por diminuir o envio de gás e repactuou os prazos para a retirada de volumes contratados, de 2024 para 2025.
Os bolivianos esperam uma valorização do seu gás. Os novos contratos já têm refletido essa realidade, com o aumento do percentual de Brent no preço do gás boliviano para entre 12% a 19% – ante patamares históricos de 6% a 9%.
Sobre a Argentina, a Bolívia também vai encerrar suas obrigações contratuais com o país antes de 2025. Os argentinos estão construindo o gasoduto Néstor Kirchner, que ligará Vaca Muerta a Buenos Aires, e espera reduzir sua dependência das importações bolivianas. A Bolívia ainda precisará recuperar sua produção – alvo de dúvidas do mercado. Dorgathen prometeu que a YPFB deve aumentar as campanhas exploratórias a partir de 2023 e explorar novas fronteiras.