A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou ontem as empresas para não se curvarem às exigências da Rússia de que o gás deve ser pago em rublos, e disse que isso violaria as sanções. Mas as empresas tomam medidas para cumprir, parcialmente, as exigências da Rússia e isso provoca divisões no bloco.
O governo da Hungria confirmou ontem pagará em euros ao Gazprombank da Rússia, e que permitirá que sejam convertidos em rublos. Já a Polônia – que se recusou a adotar os novos termos e viu seu gás ser cortado na quarta-feira – lidera um esforço para que a UE esclareça suas diretrizes para que as empresas não possam explorar brechas. Na quarta-feira, a portas fechadas, vários países da UE pressionaram por diretrizes mais claras do bloco, segundo pessoas a par das discussões. Segundo levantamento da Bloomberg, quatro compradores europeus já pagaram em rublos e dez abriram as contas no Gazprombank necessárias para cumprir as novas regras. O chefe de Gabinete da Hungria, Gergely Gulyas, confirmou que o país era um dos dez.