Depois do boicote de várias empresas e sanções aos bancos russos, os EUA anunciaram ontem nova onda de penalidades econômicas contra a Rússia devido à invasão da Ucrânia, incluindo controles de exportação destinados à indústria de petróleo e gás, força vital da economia do país.
De acordo com o governo americano, não há interesse em diminuir o fornecimento global de energia, mas o objetivo é reduzir o status da Rússia como principal fornecedor ao longo do tempo, “protegendo os consumidores americanos”. O presidente americano Joe Bden e outros líderes evitaram sancionar diretamente a indústria de petróleo da Rússia, alertando que interrupções no fornecimento podem levar a aumentos nos preços da energia.
O país governado por Vladimir Putin é o terceiro maior produtor de petróleo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Arábia Saudita. “Os EUA nossos aliados e parceiros não têm interesse estratégico em reduzir o fornecimento global de energia – e é por isso que reduzimos os pagamentos de energia de nossas sanções financeiras”, diz o comunicado da Casa Branca. O petróleo tipo Brent, referência no mercado internacional, encostou em US$ 114, e o gás natural subiu 60% na Europa.
Os Estados Unidos ressaltaram que mais de 30 países anunciaram sanções e controles de exportação à Rússia.