Representantes das indústrias cerâmicas da Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (ASPACER), estiveram hoje reunidos, por meio de teleconferência, com representantes da Comgás. A reunião contou também com a presença do presidente do Conselho Administrativo da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (ANFACER), Benjamin Ferreira Neto.
A pauta foi sobre os impactos relacionados a paralização da Rota 1 da plataforma de Mexilhão, prevista para o mês de agosto, pelo período de um mês. De acordo com a Petrobras, essa parada é necessária para garantir a segurança operacional da plataforma e distribuição de gás.
O diretor relações institucionais da ASPACER, Luís Fernando Quilici externou a posição do setor sobre a redução ou impossibilidade de consumo nesse período. “Não há nenhuma possibilidade de redução e muito menos de não usar o gás na indústria cerâmica durante o período de manutenção”, enfatizou.
No encontro, os ceramistas expuseram ainda suas preocupações com as demandas do insumo junto as indústrias, e receberam da Comgás, a garantia de que os impactos serão mínimos e até o presente momento não há riscos de interrupção no fornecimento durante o processo de manutenção. “Não há um registro para se fechar e limitar o consumo, o que pode haver é um sinal econômico durante esse período”, informou a Comgás, ilustrando que pode ocorrer uma alteração nos valores acima de um certo nível de consumo, o que seria uma espécie de contingenciamento nesse período.
A distribuidora foi questionada ainda sobre essa possível majoração, mas a resposta foi de que ainda não há informações de como e se de fato será feito desta maneira, mas reforçou que o consumo será garantido sem prejuízos na distribuição para as indústrias.