Economista apresenta panorama econômico em 2017 e perspectivas para 2018

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Luiz Rabi, economista da Serasa Experian esteve na sede da ASPACER dia 18 de dezembro para falar sobre “Cenário Econômico e suas Perspectivas”. Segundo ele, em 2017 a inflação demonstrou queda, o que causou recuperação salarial, com efeito no poder de compra das pessoas. “A renda do assalariado deve continuar crescendo”.

Rabi apresentou os índices de desemprego, principalmente em 2015 e 2016, em que o país atingiu a marca de três milhões de pessoas sem emprego, porém até outubro de 2017, 300.000 vagas já haviam sido recuperadas. “Com isso, a confiança do consumidor melhorou e o número de pessoas buscando crédito também aumentou”.

Durante sua exposição, Rabi deu uma notícia alarmante: nunca houve tantos inadimplentes no Brasil. “Das 150 milhões de pessoas que possuem acesso a qualquer tipo de crédito, 40%, ou seja, 60 milhões estão inadimplentes no país”.

Com relação ao desempenho das empresas e comércio de maneira geral, o economista afirmou que a produção deve acompanhar a demanda, mas para isso é preciso que sejam feitos investimentos.  “A capacidade instalada das indústrias ainda está muito aquém, menos de 80%, e os empresários ainda devem adiar os investimentos para mais um ano, isso porque a confiança deles na economia não voltou ao que era antes, mas está se recuperando, ainda que a passos lentos”. Hoje 52 milhões de empresas estão inadimplentes no Brasil e o ambiente ainda é de incertezas.

No resumo de sua palestra: a economia voltou a crescer em 2017, com a reação do consumidor, o crescimento da economia começa a acontecer, mas é fundamental que os empresários priorizem investimentos para que efetivamente essa ascensão se confirme. “O crescimento efetivamente está acontecendo, mais ainda como um voo de galinha, com pouca força”, declarou.

Rabi priorizou também que a agenda de reformas proposta pelo governo (política, econômica e tributária) efetivamente aconteça para que o cenário continue positivo. “A Reforma da Previdência precisa ocorrer, para que haja esperança de uma economia mais estável e para que o governo comece a diminuir suas dívidas”.

Quando voltou-se para os estados, o economista apresentou os melhores índices de recuperação em 2017, quando comparado a 2016, com destaque para Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com crescimento mais efetivos.

Sobre a exportação, Rabi afirmou que quando o mercado interno está retraído, vender para os países vizinhos torna-se uma opção, porém é preciso avaliar itens como câmbio, taxas alfandegárias, situação econômica do país para onde se pretende exportar, aceitação do produto, entre outros fatores para que se tenha sucesso na empreitada.

Especificamente sobre o setor da construção, o economista afirmou que nos últimos 10 anos os lançamentos e reformas vêm crescendo e com isso, o setor de cerâmica de revestimento, como consequência acaba sendo favorecido. “Esse cenário deve permanecer no próximo ano”, finalizou.