ASPACER prestigia o evento Casa Vogue Experience

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A Jornalista Thais Fiório entrevistou o designer Marcelo Rosenbaum

A Casa Vogue extrapola as fronteiras do papel e das plataformas digitais, e transporta-se para uma casa de verdade, de cimento, tijolo e vidro, para proporcionar, na vida real, um vislumbre do lifestyle que as páginas da Revista tanto exaltam. Entre os dias 22 e 26 deste mês, uma construção na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, São Paulo, cujos interiores foram totalmente transformados com o que há de mais moderno em mobiliário, objetos, acabamentos e obras de arte sedia a segunda edição da Casa Vogue Experience: encontros, workshops, palestras, debates e filmes.

A ASPACER participou no último dia 23, da manhã de palestras da Casa Vogue Experience, através da jornalista Thais Fiório e da representante do marketing institucional, Maria Fernanda Rodrigues dos Santos.

Se Casa Vogue fosse um perfume, como ele seria? Esta foi a pergunta lançada à centenária casa de fragrâncias alemã Drom Fragrances, que tem escritórios em todo o mundo e também em São Paulo. Casas de fragrâncias são empresas que pesquisam e desenvolvem óleos essenciais e ingredientes para se fazer perfumes. Com base de Almíscar Branco, o home spray exclusivo da Casa Vogue estará presente nos ambientes da Casa Vogue .

Diretora de marketing da Drom Fragrances, Renata Abelin apresentou a palestra Olfato: a 4ª Dimensão do Design. “Uma experiência sinestésica. Eu definiria o aroma de Casa Vogue como avant garde e contemporâneo, que é o que vemos nas páginas da revista”, diz. Na composição, idealizada pela perfumista francesa Eve Mirales, há também notas de saída de Bergamota da Calábria, Laranja Amarga, Toranja e Folhas de Coentro. Todos os participantes foram convidados a participar desse mundo de descobertas olfativas.

Uma das palestras mais aguardadas, Marcelo Rosenbaum falou na oportunidade sobre economia criativa no design. Há seis anos o designer Marcelo Rosenbaum incluiu em sua carreira, imersões em comunidades brasileiras com o objetivo de identificar valores essenciais a esses grupos e colaborar com o desenvolvimento criativo, em cocriação, para assim promover melhorias concretas na vida das pessoas.

Batizado de “A Gente Transforma”, o projeto já passou pela periferia de São Paulo, interior do Piauí, Amazônia e ganhou uma edição internacional, no Peru. Esse é o conceito do Design Essencial, sobre o qual Marcelo falou em sua palestra “O Design Essencial traz reflexões que colocam o design como ferramenta de transformação social”, diz o designer.

Economia criativa em alta

O mais recente relatório do Sebrae sobre o tema, emitido em 2013, registrou recorde no comércio mundial de bens e serviços criativos: US$ 624 bilhões em 2011. Entre 2002 e 2011, esse valor mais do que duplicou. A economia criativa tem como princípio o desenvolvimento de bens e serviços com valor econômico advindos do conhecimento. “Somos uma nação riquíssima em conhecimentos, sabedorias milenares, que devem ser motores para nossa economia criativa. Valorizar as pessoas, proporcionando a elas sobrevivência e liberdade, são bases da sustentabilidade”, disse Marcelo.  “Não adianta mais consumir por consumir. O mundo todo está em busca de propósitos nas atitudes”, completou.