Bandeiras tarifárias serão aprimoradas e ganharão campanha de divulgação

Publicado en Energia

foto_destaqueA Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs na última sexta-feira, 06 novos valores para a taxa extra das bandeiras tarifárias, cobradas na conta de luz quando o custo de produção de energia no país aumenta, por qualquer motivo.

Os valores apresentados, que estão submetidos a consulta pública, são de R$ 2,5 a cada 100 kWh consumidos em bandeira amarela e de R$ 5,5 a cada 100 kWh consumidos em bandeira vermelha. A bandeira verde indica condição de geração favorável e, por isso, não haverá acréscimo.

Segundo o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, as bandeiras em si não representam um novo custo na conta de luz. Elas apenas deixam evidente para o consumidor a parte variável dos custos de energia elétrica. “Como o sistema é dinâmico, as bandeiras refletem instantaneamente a variação desses valores nas cores verde, amarela e vermelha, para facilitar o entendimento dos consumidores”, explica.

O sistema de bandeiras tarifárias está em vigor desde janeiro deste ano. As cores verde, amarela e vermelha indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade do Sistema Interligado Nacional (SIN). Assim, o consumidor poderá identificar qual bandeira do mês e reagir a essa sinalização com o uso consciente da energia elétrica, sem desperdício. As bandeiras tarifárias não se aplicam aos estados do Amazonas, Amapá e Roraima, pois eles ainda não estão plenamente conectados ao SIN.

Para o diretor da Aneel Tiago de Barros, os custos representados pelas bandeiras já existem e sua elevação é resultado do período de seca que o país atravessa. Com a informação sobre quanto da conta de energia é decorrente do custo de geração, que aumentou por causa da seca, o consumidor pode controlar seus gastos de forma mais eficaz.  “Uma resposta consciente dos consumidores a esse sinal de preço mais realista pode reduzir a pressão da demanda sobre o setor e levar à retirada das bandeiras vermelhas”, explicou Barros.

Fonte: Aneel

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