As apostas online passaram a ocupar um espaço cada vez mais presente na relação dos brasileiros com o dinheiro. Dados da 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, da ANBIMA, mostram que 17% da população realizou apostas online em 2025, percentual que vem crescendo nos últimos anos.
O levantamento revela ainda uma percepção que chama atenção: 20% dos apostadores consideram as bets uma forma de investimento. A associação é reforçada pela busca por ganhos rápidos, apontada por 39% dos participantes como principal motivação para apostar.
Aposta e investimento não são a mesma coisa
A confusão entre os dois conceitos é um dos pontos centrais do debate. Enquanto investimentos estão relacionados a planejamento financeiro, formação de patrimônio e avaliação de riscos, as apostas dependem de resultados incertos e não têm como objetivo a construção de riqueza no longo prazo.
O estudo da ANBIMA, realizado em parceria com a consultoria Kyvo, identifica quatro perfis de apostadores, que vão desde pessoas que recorrem às apostas em momentos de dificuldade financeira até aquelas motivadas principalmente pelo entretenimento. A pesquisa também mostra como termos como “estratégia”, “retorno”, “método” e “rendimento” aparecem associados ao universo das bets.
Outro dado relevante é o impacto financeiro da prática. Segundo o levantamento, 37% dos apostadores gastaram R$ 100 ou mais por mês com apostas em 2025.
Para a ANBIMA, compreender os diferentes comportamentos e motivações relacionados às apostas é importante para fortalecer iniciativas de educação financeira. O fenômeno vai além do entretenimento e envolve fatores econômicos, sociais e digitais, que influenciam a maneira como as pessoas tomam decisões sobre seu dinheiro.
Educação financeira também é cuidado
O tema também merece atenção pelo impacto que pode ultrapassar a esfera financeira. A exposição frequente às apostas, a expectativa de ganhos rápidos e possíveis perdas podem afetar o bem-estar e a saúde mental das pessoas.
A Aspacer reforça a importância de olhar para seus profissionais de forma integral, valorizando não apenas o ambiente de trabalho e o desenvolvimento profissional, mas também o bem-estar e a saúde mental. Nesse contexto, ampliar o acesso à informação e estimular escolhas mais conscientes também faz parte de uma cultura de cuidado e responsabilidade.