Representantes da cadeia produtiva do gás entregam propostas à Eduardo Campos

Publicado en Gás Natural, Indústria

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Paulo Pedrosa (Abrace), Augusto Salomon (Abegás), Eduardo Campos (PSB) e Luís Fernando Quilici (Aspacer).

A Aspacer e representantes das Associações Empresariais Pró-Desenvolvimento do Mercado de Gás Natural entregaram ao presidenciável Eduardo Campos (PSB), ontem, 13 de maio, em São Paulo, propostas políticas para o setor. A lista inclui a necessidade de planejamento integrado e participativo do setor energético brasileiro, de forma a trazer previsibilidade, transparência e oferta competitiva a todos os segmentos de consumo; de livre concorrência na oferta de gás natural, incentivando a entrada de novos produtores, importadores e comercializadores no mercado; de incentivo à utilização do gás natural não termoelétrico, com medidas específicas para os diversos segmentos, desonerando a cadeia tributária na produção do insumo e nos equipamentos utilizados pelas indústrias; e de política de precificação do Gás Natural até que se verifique um ambiente de concorrência no setor. Entre as propostas está também a promoção da desverticalização total do Transporte de Gás Natural por gasodutos, separando os interesses de carregadores e transportadores.

“Essas propostas são essenciais para a retomada do crescimento econômico do país. Temos um desafio muito grande e precisamos entender que o gás natural terá um papel fundamental e estratégico para a consolidação da matriz energética que queremos”, afirmou Campos. Para ele, é preciso trabalhar em uma política de longo prazo para fortalecer o setor energético.

As propostas são divididas em sete eixos temáticos: oferta, demanda, transporte, distribuição, competitividade, cogeração e harmonização da indústria do gás natural com a indústria de energia elétrica. De acordo com Augusto Salomon, presidente executivo da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), um dos desafios é desenvolver mecanismos que viabilizem a estruturação da nova oferta de gás natural no país. “Para que haja aumento da oferta é necessário que novos players invistam em infraestrutura de exploração e produção e, consequentemente, em escoamento”, destacou.

Paulo Pedrosa, presidente-executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres e coordenador do Fórum das Associações, ressaltou que o debate sobre o gás natural é essencial porque o combustível tem um papel fundamental na transição para a economia verde. Ele defendeu a criação de um Fórum permanente para a discussão do tema junto ao Governo Federal. “É preciso recuperar vantagens comparativas brasileiras por meio de políticas públicas na área de energia”, afirmou Pedrosa.

Para buscar melhor integração entre os setores de gás natural e de energia elétrica, as associações e agentes produtores de gás natural buscam aperfeiçoar o uso da infraestrutura e promover maior disponibilidade de gás para a indústria. “Entendemos que é importante o desenvolvimento de infraestrutura juntamente com o governo federal, a exemplo do que foi feito com portos, aeroportos, estradas e ferrovias, além da criação de políticas que incentivem a cogeração e a geração de energia distribuída a gás natural no país”, ressaltou Salomon.