Congresso Cerâmico: apesar da crise econômica, setor ceramista mantém cenário otimista

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Na manhã da última terça-feira, 16, aconteceu na sede da Associação Paulista das Cerâmicos de Revestimento (ASPACER) a abertura do 6º Congresso da Indústria Cerâmica de Revestimento. Divididos em dois auditórios, os presentes acompanharam palestras referentes às maneiras de gestão, e sobre o cenário que compõe o atual Mercado Econômico.

Apesar do cenário de retração, o presidente da Anamaco, Cláudio Elias Conz, presente no congresso, destacou a importância do setor cerâmico, atribuindo-lhe a função de fomentar o mercado. A partir dos dados de mercado, Conz disse que o setor demonstra caminhar contra a tendência negativa geral: “nós podemos ocupar espaço, pois as cerâmicas criam demandas de consumo”.

Conforme o presidente, é preciso aprimorar, no entanto, as formas de oferecer o produto, além da logística de distribuição. “Outro fator importante, e o responsável pelo sucesso da empresa, é a capacitação da equipe”, destacou.

As palestras

Sob o tema referente às tarifas de gás e de energia elétrica, o diretor da Thymos Energia, Ricardo Savoia, discorreu sobre os motivos e consequências de tais intervenções. “A cada quatro anos, além da que acontece ano a ano, ocorre a revisão tarifária, mas no ano passado foi postergada como medida de adequação”, disse Savoia, indicando uma das formas adotadas para propor equilíbrio econômico.

De modo interativo com os presentes, ressaltou sobre as vantagens da contratação  de Mercado Livre, em comparativo com a regular. Para ele, é possível adquirir energia a custos mais baratos, além de haver redução dos custos de encargos setoriais e ausência bandeira tarifária.

Dando seguimento aos temas propostos, Severo Martinez, da Ideias Lucrativas – Inteligência de Mercado, abordou sobre a Evolução do Mercado Cerâmico, apresentando panorama e tendência do mercado de revestimento. Dentre os destaques, Martinez apresentou dados de exportações e importações, além das regiões que mais produzem no país. “São Paulo é responsável por 72% de tudo o que é produzido no Brasil”, ressaltou.

Devido à crise mundial (2008) que assolou os mais diversos ramos do mercado, o segmento de revestimento também foi atingido pela retração na Economia. “Houve muita produção, vendeu-se menos e estocou-se muito”, argumentou Martinez.

Recapitulando as mudanças que ocorreram desde a crise, Rogério Camilo Rodrigues e Luiz Rabi, do Serasa Experian, expuseram elementos sobre a macroeconômica e setorial nos últimos anos e o que se espera para 2016.

“Em 2009, a economia era promissora e de crescimento acelerado, mesmo em tempos difíceis, mas, após as medidas favoráveis ao consumo, houve problemas que a fizeram retrair”, disse Rabi ressaltando que o setor de revestimento não foi afetado de modo significativo como outros setores.

Durante toda a semana, haverá palestras e discussões sobre os temas referentes ao setor ceramista. Acompanhe a reportagem completa na próxima edição da revista Aspacer.

 

Fonte: Texto: Wagner Gonçalves