Decisão do CMSE mantém pressão sobre preço da energia elétrica

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A decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) de manter os atuais parâmetros de aversão ao risco na operação do sistema elétrico foi recebida com preocupação por segmentos da indústria que dependem de energia competitiva para sustentar investimentos, produção e geração de empregos. A manutenção do modelo CVaR 15/40 frustrou a expectativa dos consumidores, que esperavam uma redução do conservadorismo adotado na operação do sistema, medida que poderia contribuir para a diminuição dos custos da energia elétrica.

Para a indústria cerâmica, que figura entre os setores mais intensivos em energia da cadeia da construção civil, a competitividade depende de um ambiente regulatório que concilie segurança do suprimento e modicidade tarifária. Um estudo divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que uma mudança no parâmetro atual poderia gerar economia de até R$ 5,4 bilhões ao sistema e aliviar tarifas a partir de 2027.

A manutenção do atual modelo ocorre em um momento de desafios para a indústria brasileira, que já enfrenta pressões decorrentes do aumento dos custos de produção e da concorrência internacional. Nesse contexto, decisões regulatórias que influenciam diretamente o preço da energia ganham relevância estratégica para a preservação da competitividade da cadeia produtiva e para a ampliação do acesso da população a bens essenciais ligados à habitação e à construção civil.

A Aspacer defende que o debate sobre os parâmetros de operação do sistema elétrico continue sendo conduzido com ampla transparência e participação dos consumidores, buscando o equilíbrio entre a necessária segurança energética e a redução dos custos que impactam a indústria, a economia e a sociedade como um todo.