A superintendência do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou pedido da Petrobras que a estatal tenha um prazo maior para apresentar um novo cronograma de venda da TBG, transportadora de gás natural que opera o gasoduto Bolívia-Brasil. O tribunal ainda precisa autorizar a medida.
A decisão do conselho parte de um pedido da Petrobras. No documento ao qual o Poder360 teve acesso, o superintendente do Cade, Alexandre Barreto, afirma esperar que a estatal “se porte de maneira cooperativa e transparente, promovendo ações que demonstrem seu efetivo compromisso em realizar os melhores esforços para alcançar o resultado pretendido pelo TCC [acordo], ou seja, a abertura do mercado de gás natural”. A TBG é um dos ativos em desinvestimento cuja suspensão tem sido pleiteada pelo Ministério de Minas e Energia. No final de março, o Conselho de Administração da Petrobras afirmou que a paralisação dos processos depende da revisão do plano estratégico para 2023, a ser submetida pela nova diretoria executiva. O plano estratégico da Petrobras é um documento que orienta os investimentos da estatal no período de 5 anos, sendo revisado anualmente. O mais recente foi publicado em 30 de novembro de 2022, sob a gestão de Caio Paes de Andrade –último indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2019, no início do governo Bolsonaro, a Petrobras assinou 2 acordos com o Cade, que a obrigaram a vender 8 refinarias de petróleo e sua participação em 4 companhias de gás natural. O TCC (Termo de Cessação de Conduta) do gás foi resultado de um inquérito administrativo no Cade que investigava se a estatal fazia discriminação de preço na venda do insumo às distribuidoras. A Petrobras supostamente beneficiaria a GásBrasiliano Distribuidora, da qual era acionista indireta via Gaspetro.
Fonte: Poder 360