O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 0,7 ponto em julho, para 96,8 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice também caiu (0,3 ponto).
Os dados são da Sondagem da Construção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). A pontuação vai de 0 a 200, denotando otimismo a partir de 100. As informações foram coletadas junto a 600 empresas, entre os dias 1 e 22 deste mês.
Segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV/Ibre, a confiança da construção não resistiu ao cenário adverso, e as expectativas com relação à evolução da demanda nos próximos meses ficaram mais negativas em quase todos os segmentos do setor.
“Houve piora até no segmento de Edificações Residenciais, que de acordo com as pesquisas de mercado vem mostrando uma certa resiliência, apontando um pessimismo moderado. Por outro lado, a percepção referente à atividade corrente, que ainda reflete o ciclo de negócios dos últimos dois anos, continuou favorável. Assim, esse movimento da confiança não representa uma reversão do crescimento observado no setor, mas sinaliza as dificuldades à frente que estão sendo percebidas pelas empresas,” observou a economista.
De fato, a queda do ICST foi influenciada exclusivamente pela piora das perspectivas para os próximos meses. O Índice de Expectativas (IE-CST) recuou 2,3 pontos, para 98,9 pontos, voltando a ficar abaixo do nível neutro de 100 pontos após três meses.