Indústrias brasileiras que exportarem produtos para a Argentina até setembro de 2022 só devem receber o pagamento pelas mercadorias vendidas em até 180 dias. A medida anunciada no fim de junho por meio de resolução do Banco Central do país vizinho surpreendeu diversos seguimentos do setor industrial inclusive a indústria cerâmica.
Nesta sexta-feira, 22, uma comitiva organizada pela ANFACER e com apoio da ASPACER, com representantes do Polo Cerâmico de Santa Gertrudes, participou de uma reunião com o embaixador argentino no Brasil Luís María Kreckler. O encontro, que ocorreu em São Paulo, teve como objetivo avaliar alternativas para essa medida que foi imposta pelo governo do país vizinho. Em tempo, argentina é atualmente um dos principais destino de exportação do setor cerâmico do Brasil.
Na argentina, a inflação oficial em junho ficou em 5,3%, mas o acumulado em 12 meses é de 60,7%, uma das mais altas do mundo. Para tentar conter a inflação, o Banco Central argentino além de restrições às importações já aumentou a taxa básica de juros para 52% ao ano.