Mesmo com desaceleração, construção poderá crescer 3% em 2022 

Postado em Construção

A previsão de que o PIB da construção cresça 3% neste ano ainda está mantida, mesmo considerando uma desaceleração da atividade. Mas esta projeção não se concretizará se a escalada de preços dos materiais do setor prosseguir comprimindo as margens das construtoras, chegando a paralisar obras, reduzindo as compras desses insumos, e provocando demissões de pessoal.
Esta foi o cenário traçado por Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).
Segundo a economista, se esse crescimento projetado do setor se confirmar, teremos um aumento do PIB da construção por dois anos. Mas para ela, a questão é a continuidade deste crescimento em 2023. As obras do mercado imobiliário deverão se estender, porém com redução do volume contratado no programa Casa Verde e Amarela (CVA). Haverá obras derivadas das concessões, mas os recursos dos Estados para novas obras de infraestrutura deverão diminuir. Preocupa também o efeito dos saques do FGTS no financiamento à habitação, acrescentou.
Ana Castelo apontou que os aumentos dos preços dos materiais desaceleram, mas não com a rapidez imaginada.  Os itens que mais subiram no ano foram elevadores e cimento. Os preços do aço, que vinham desacelerando, dão sinais de retomada de crescimento. “Para 2023, espera-se uma arrumação pós-eleição nas contas públicas. No exterior, os analistas estão divididos entre prever uma desaceleração e uma recessão global”, afirmou.

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