No Peru, setor cerâmico do Sul de SC encontra soluções para possível escassez de matéria-prima

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Uma eventual escassez de matéria-prima tem preocupado o setor ceramista do Sul de Santa Catarina. Atualmente, a região é polo de produção no Estado e emprega cerca de cinco mil trabalhadores em mais de 100 empresas do ramo. O foco é a fabricação de telhas e tijolos que são comercializados, inclusive, internacionalmente.Os produtos têm em comum a argila como matéria-prima base – antes encontrada em abundância e qualidade na região. “Isso fez com que durante um bom período as empresas trabalhassem sem se preocupar com o fornecimento, só que, olhando para um futuro não tão distante, já há preocupação com a quantidade e a qualidade da argila”, informa o diretor-executivo do Sindicer (Sindicato da Industria de Cerâmica Vermelha), Alexandre Zaccaron. Preocupados com esse possível cenário, o Sindicer, em parceria com o Sebrae/SC, Coopemi e NF Soluções, levou um grupo de 15 pessoas, entre empresários, associados e presidentes das instituições, para uma missão empresarial no Peru, onde puderam participar da ExpoMina Perú 2022 e realizar visitas técnicas em uma série de indústrias do ramo. Segundo empresários do setor a matéria-prima, utilizada pelos peruanos, precisa ser moída antes de se fazer o processo de extrusão. “É uma condição que aqui usualmente não se utiliza, porque as matérias-primas ainda são nobres, de fácil extrusão. Então, um processo totalmente novo que foi visto, abrindo os olhos deles para uma nova opção, nova metodologia de trabalho”, informam.

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