Os preços dos materiais de construção continuam subindo de forma impressionante. Oneram excessivamente o custo das obras, que vão se tornando cada vez mais inexequíveis, dentro do pactuado com seus contratantes.
No acumulado de 12 meses até abril do INCC-M, registraram aumentos expressivos: vergalhões e arames de aço carbono (68,85%), tubos e conexões de ferro e aço (69,71%), tubos e conexões de PVC (62,09%) e condutores elétricos (80,69).
De acordo com o SindusCon-SP, no caso dos contratos de fornecimento de obras ao poder público, há direito à revisão justamente por força do fato imprevisível da pandemia ter prejudicado as construtoras em um nível que o reajuste anual não é capaz de reparar. “Há unanimidade entre as construtoras sobre a importância da manutenção das obras e dos empregos gerados. Para tanto, espera-se dos contratantes privados e públicos que se sensibilizem para a necessidade de atender aos pedidos de reequilíbrio dos contratos. Se o reequilíbrio não for adotado, haverá risco de paralisação de obras, com prejuízos para construtoras e seus contratantes e usuários finais, gerando ainda mais desemprego”, informou.