A Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (Aspacer) avalia de forma positiva a decisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de aprovar, por unanimidade, nesta sexta-feira (7), a abertura de consulta pública sobre a regulamentação do gas release. Para a entidade, a medida se soma a uma série de avanços recentes voltados à ampliação da oferta e da concorrência no mercado brasileiro de gás natural.
Entre eles estão a aprovação, pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), da resolução que regulamenta a destinação do gás da União para consumidores industriais e o ingresso da ANP no Pacto Nacional para o Desenvolvimento do Mercado de Gás Natural, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME).
“Os últimos quinze dias marcaram avanços importantes para a agenda do gás natural e para a indústria brasileira. São medidas convergentes, que fortalecem a construção de um mercado de gás realmente competitivo”, afirma Luís Fernando Quilici, diretor de Relações Institucionais da Aspacer.
A entidade destaca o papel do MME, sob a liderança do ministro Alexandre Silveira, na condução dessa agenda, que integra o Programa Gás para Empregar, e também reconhece o trabalho do diretor-relator da ANP, Pietro Mendes, no avanço do gas release.
Para a indústria cerâmica, o tema tem impacto direto sobre a competitividade. O setor está entre os três maiores consumidores setoriais de gás natural do País e o insumo pode representar até 35% do custo total de produção de pisos e revestimentos. A indústria brasileira é a terceira maior produtora mundial e o Estado de São Paulo responde por aproximadamente 65% da produção nacional.
“Ter acesso ao gás em condições mais competitivas, próximas às encontradas pelos principais produtores mundiais, significa ampliar nossa capacidade de investir, produzir e competir também no mercado internacional, criando condições para o crescimento das exportações brasileiras”, destaca Quilici.
Para a Aspacer, ampliar a competitividade do gás produz efeitos que vão além das fábricas, estimulando investimentos, emprego e renda e fortalecendo outras cadeias da economia, como a construção civil.