Novo rateio de leilões de potência ameaça competitividade cerâmica

Postado em Setor

A contratação de reserva de capacidade para o sistema elétrico brasileiro deve gerar um custo anual de R$ 48 bilhões em encargos a partir da próxima década. De acordo com consultorias do setor, embora o impacto mais severo seja esperado após 2030, os reflexos já começam a ser sentidos em 2026. 

A grande mudança reside no novo modelo de rateio: agora, os consumidores do mercado livre, onde se encontra a maior parte das grandes indústrias, passarão a dividir essa conta, que antes era arcada majoritariamente pelos consumidores cativos (residenciais).

Para a indústria cerâmica, que possui processos produtivos eletrointensivos e depende fortemente de contratos no mercado livre para manter a viabilidade operacional, o cenário é alarmante. Estima-se que o encargo de reserva para grandes indústrias conectadas em alta tensão possa sofrer um aumento tarifário de até 13,5% até 2032. 

Esse custo adicional pressiona diretamente as margens de lucro de um setor que já lida com elevados custos de insumos e energia térmica, dificultando investimentos em modernização e expansão das linhas de produção.

Share on FacebookPrint this page