A indústria da construção civil iniciou o ano com o sinal de alerta ligado. O principal motivo de preocupação é o alto custo das matérias-primas, com até mesmo a falta de alguns insumos essenciais, o que desencadeia uma sucessão de riscos que vão do desaquecimento do setor aos níveis altos de empregabilidade atuais. “Ano passado a gente cresceu bem. Em 2022 a gente cresce, mas cresce menos”, resume o presidente da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), José Carlos Martins.
O momento de atenção que o setor vive está nítido nos resultados da Sondagem da Indústria da Construção, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada esta semana pela Cbic, apontando que a questão dos insumos incomoda 47,3% das empresas do setor. A preocupação se reflete na confiança do segmento.
Outro indicador que ajuda a entender o pé atrás das empresas neste início de ano é o Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela FGV-Ibre (Fundação Getúlio Vargas). O indicador referente a janeiro aponta um recuo de 3,9 pontos em relação ao mês anterior, atingindo 92,8 pontos. Este é o menor nível desde junho de 2021, quando o registro foi de 92,4 pontos.