Indústria tenta se proteger de apagão

Postado em Energia

Enquanto aguarda a definição do governo sobre medidas para lidar com a crise de energia, a indústria se movimenta para evitar que eventuais apagões prejudiquem ou interrompam as operações. De siderúrgicas a produtores de celulose, de fabricantes de máquinas ao setor químico, o Valor consultou várias empresas e associações de segmentos chamados “eletrointensivos”, que têm a energia elétrica como importante componente de custos. Entre as estratégias relatadas para se blindar do pior cenário, estão a compra de equipamentos que tragam redução do consumo de energia e investimentos em cogeração nas fábricas.
A Abrace, associação que reúne grandes consumidores industriais de energia e gás natural, apresentou ao governo uma sugestão de “programa de redução voluntária da demanda”.  conforme a proposta da entidade, o programa se estenderia de julho deste ano a abril de 2022.
Seriam dois modelos: o consumidor poderia optar por “vender” a redução de consumo ou então se colocar à disposição do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) na forma de potência. Essa segunda alternativa é vista como mais sofisticada, mas também seria viável, por já ser praticada por empresas com matriz no exterior.

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