EUA confirma tarifa de 25% e amplia desafios para exportações de pisos e revestimentos

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A confirmação da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros representa um novo desafio para a indústria cerâmica nacional. Os pisos e revestimentos brasileiros permanecem sujeitos à nova sobretaxa, elevando o custo de acesso ao principal mercado externo do setor.

Os Estados Unidos são historicamente o principal destino das exportações brasileiras de revestimentos cerâmicos. Em 2024, último ano sem a incidência das tarifas adicionais, o mercado norte-americano respondeu por aproximadamente US$ 95 milhões em receitas, o equivalente a cerca de um quarto das exportações do setor, segundo a Anfacer. Desde o início das discussões tarifárias, porém, os embarques vêm apresentando forte retração. Em 2025, houve queda de 31,7% na receita e de 24,2% no volume de exportações. No primeiro semestre de 2026, as exportações para os EUA caíram 48,3% em valor e 45,8% em volume na comparação com o mesmo período de 2025.

Antes da confirmação da medida, representantes da Anfacer participaram de audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, defendendo a manutenção de condições equilibradas para o comércio bilateral. A entidade argumentou que os revestimentos cerâmicos brasileiros complementam a cadeia da construção civil norte-americana e que a elevação das tarifas tende a aumentar custos para distribuidores, construtoras e consumidores dos próprios Estados Unidos.

Entidades que representam a indústria cerâmica, como Anfacer e Aspacer, destacam que continuarão atuando junto ao governo brasileiro, às autoridades norte-americanas e às entidades parceiras nos Estados Unidos para buscar alternativas que reduzam os impactos da medida.