O preço do gás natural direcionado à atividade industrial no Brasil atinge a marca de US$ 20/MMBtu, patamar cinco vezes superior ao registrado no mercado dos Estados Unidos. O dado, que evidencia o impacto do Custo Brasil sobre o setor produtivo, fundamenta o artigo de opinião assinado por Luís Fernando Quilici, diretor de Relações Institucionais e Assuntos Governamentais da Aspacer, publicado pela Agência eixos no dia 2 de julho.
Na análise, o executivo ressalta que o país chega ao horizonte de 2027 diante de uma oportunidade histórica de transformar o combustível em um vetor de competitividade, mas adverte que o avanço estrutural exige reformas que vão além da ampliação da malha de transporte ou do acesso à infraestrutura.
O cerne da argumentação aponta que a promessa de abertura comercial estabelecida pela Nova Lei do Gás não se concretizará na ponta industrial sem que haja uma desconcentração real da oferta e maior liquidez de mercado. Diante desse cenário, Quilici destaca o papel estratégico do mecanismo de gas release, programa de liberação compulsória de volumes de gás pelo agente dominante, que não deve ser encarado como uma punição regulatória, mas como um instrumento fundamental para reorganizar o mercado e criar alternativas viáveis de fornecimento para os consumidores livres. Para o polo ceramista paulista, consumidor intensivo de energia térmica, a implementação dessas medidas regulatórias é urgente para destravar investimentos e mitigar o tempo perdido com um insumo escasso e pouco competitivo.
Confira o artigo na íntegra em: https://eixos.com.br/gas-natural/mercado-de-gas/a-reforma-que-falta-ao-gas-natural/