ONS aciona corte emergencial de geração para equilibrar sistema elétrico 

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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) determinou, no dia 23 de agosto, um corte emergencial na geração distribuída de energia para evitar sobrecarga da rede. É a segunda vez em 2026 que o mecanismo é acionado para equilibrar a oferta e a demanda de eletricidade. 

A medida atingiu usinas de menor porte conectadas às redes de distribuição, incluindo fontes solares, eólicas, de biomassa e pequenas centrais hidrelétricas. O corte ocorreu em um cenário de elevada geração solar e menor consumo, associado ao domingo e às temperaturas amenas do inverno. 

O episódio chama atenção para os desafios provocados pela rápida expansão da micro e minigeração distribuída (MMGD), que passou de menos de 1 GW em 2018 para mais de 50 GW atualmente. Com o crescimento das fontes renováveis, aumentam também os desafios de operação, especialmente em períodos de baixa demanda e alta produção. 

O ONS já utiliza o curtailment para reduzir a geração de grandes usinas solares e eólicas quando necessário. Agora, o avanço da geração distribuída amplia a necessidade de mecanismos capazes de garantir maior flexibilidade ao sistema. 

Especialistas e entidades do setor defendem investimentos em armazenamento de energia, baterias, gestão da demanda e planejamento da expansão da geração e do consumo. O objetivo é acompanhar o crescimento das fontes renováveis sem comprometer a segurança e o equilíbrio do sistema elétrico nacional. 

Para a indústria, o tema reforça a importância de acompanhar as transformações do setor elétrico e os investimentos necessários para garantir uma oferta de energia cada vez mais segura, previsível e compatível com o crescimento da demanda.