Reunião técnica debate certificação de origem do biometano com o setor

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Representantes do setor de gás natural e biometano participaram, no dia 1º de julho, de uma reunião técnica promovida pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (SEMIL), na capital paulista. O encontro teve como objetivo apresentar ao mercado a proposta de criação de diretrizes para a certificação de origem do biometano, instrumento que poderá contribuir para o reconhecimento da redução de emissões de gases de efeito estufa por empresas que utilizam esse combustível renovável.

A Aspacer esteve representada pelo coordenador comercial Alef Büll, que acompanhou as discussões sobre a proposta apresentada pela Secretaria. A iniciativa prevê a criação de um certificado de origem de caráter voluntário, permitindo que empresas comprovem, em seus inventários de emissões, os benefícios ambientais decorrentes do consumo de biometano, sem estabelecer novas obrigações regulatórias ou custos adicionais para os agentes do mercado.

Durante a apresentação técnica, a SEMIL detalhou os princípios da proposta, que incluem mecanismos de rastreabilidade, prevenção à dupla contagem de certificados, transparência das informações e alinhamento com o Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB), já existente em âmbito federal. A medida também busca estimular o mercado de biometano no Estado de São Paulo e ampliar a competitividade das fontes renováveis de energia.

O encontro também abriu espaço para manifestações de representantes das empresas e entidades participantes, que apresentaram sugestões relacionadas ao prazo de validade dos certificados, à harmonização com normas federais e internacionais e aos mecanismos para evitar a dupla contabilização dos atributos ambientais. As contribuições serão analisadas pela SEMIL antes da publicação da versão definitiva da norma.

Para a Aspacer, acompanhar discussões sobre políticas públicas e regulamentações relacionadas ao mercado de gás natural é estratégico para a indústria cerâmica, que utiliza o gás como um dos principais insumos energéticos de seu processo produtivo. A entidade segue acompanhando os desdobramentos da proposta e participando das discussões técnicas que contribuam para o fortalecimento da competitividade, da sustentabilidade e da segurança energética do setor.