Fiesp divulga dados que acompanham o desempenho da cadeia produtiva da construção civil

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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou, nesta semana, a mais recente edição do Boletim da Construção – Radar da Construção, publicação mensal que acompanha o desempenho da cadeia produtiva da construção civil no Brasil.
O boletim reúne os principais indicadores do setor e apresenta uma leitura atualizada da atividade econômica, do nível de emprego e da produção de insumos utilizados pela indústria da construção. A análise oferece um panorama consistente de um segmento estratégico para a economia nacional, tanto pelo seu peso na geração de empregos quanto pelo papel relevante no dinamismo industrial.
Os dados consolidados referentes ao mês de janeiro permitem avaliar a evolução recente do mercado, identificar tendências e subsidiar a tomada de decisões por parte de empresas, entidades setoriais e formuladores de políticas públicas. O Radar da Construção se consolida, assim, como uma ferramenta de referência para o acompanhamento contínuo do setor, contribuindo para maior previsibilidade, transparência e planejamento.
O boletim também destaca que, para 2026, o cenário internacional aponta para baixo crescimento ou desaceleração nas principais economias do mundo. Esse movimento reflete, em parte, as incertezas que marcaram 2025 e que seguem presentes, incluindo dúvidas sobre a sustentabilidade do avanço da inteligência artificial e a permanência de tensões geopolíticas.
No mercado imobiliário, os lançamentos e as vendas de imóveis — cujos dados possuem maior defasagem e se referem ao mês de agosto — apresentaram desempenho positivo, ainda que com sinais de leve arrefecimento. Os lançamentos atingiram novo recorde da série histórica, com crescimento de 4,5% no total e de 3,2% no segmento do programa Minha Casa, Minha Vida. As vendas, por sua vez, mostraram estabilidade no total, com variação de -0,5%, e retração de 1,4% no MCMV.
As informações de outubro sobre financiamento habitacional, analisadas no acumulado de 12 meses, acompanham esse movimento. As operações contratadas com recursos do FGTS registraram expansão de 2,7%, sendo de 1,5% quando considerados apenas imóveis novos. Já os financiamentos com recursos da poupança mantiveram a trajetória de retração observada desde fevereiro, com queda de 2%.