Comin da Fiesp lança publicação sobre a indústria mineral paulista

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Características da mineração de argila e do setor cerâmico de revestimentos são tratadas na obra

Comin (3)O Comitê da Cadeia Produtiva da Mineração (Comin) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo promoveu o lançamento da publicação “A indústria mineral paulista: síntese setorial do mercado produtor”, hoje, 30, durante a 2ª reunião plenária deste ano, com participação do Secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles, além de representantes do governo e lideranças do setor.

“Nós edificamos o futuro à partir da atividade mineral.  A mineração gera renda e oportunidades para os estados e é por isso que precisamos estar sempre trabalhando em conjunto em prol deste setor”, comentou Meirelles.

Dentre outras autoridades que representam o setor de mineração em todo o país e que participaram da mesa de abertura do evento, Vicente Humberto Lôbo Cruz – Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia fez uma explanação do setor mineral no país, afirmando que representa 4,04% da arrecadação do PIB – Produto Interno Bruto. “O Brasil tem um potencial mineral incomparável. O governo precisa criar leis claras, diretas, transparentes e um diálogo franco com o setor, que possui ambiente favorável para investimentos e para a geração de empregos”. Lôbo Cruz falou sobre a criação da Agência Nacional de Mineração (ANM). “Não podemos perder essa ‘janela’ de oportunidade. Esse é sem dúvida, um projeto de revitalização da mineração brasileira”. Ainda aproveitou para explicar sobre a Lei para a nova cobrança da CFEM – Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais; mudanças nos trâmites para os processos de requerimento de lavras; regulação do Código de Mineração e mais: disse que o setor no país não suportaria outro acidente ambiental como ocorrido em Mariana – MG, no final de 2015. “Estamos trabalhando para modificar a ideia da sociedade de que a mineração é negativa, pelo contrário, o setor fomenta o país. Acidentes ambientais são inaceitáveis nessa nova realidade”.

E é exatamente para trazer à tona o quão importante é a atividade mineral para o país, que a obra foi lançada. “O livro nasceu da necessidade de retratar para sociedade, de forma simples, a importância que os bens minerais têm para a pujança industrial da maior economia do país. O trabalho teve início a partir da coleta de dados e informações que estavam disponíveis de forma dispersa sobre cada momento do setor produtivo”, explicou Eduardo Rodrigues Machado Luz, diretor titular do Comim.

Hoje o Estado de São Paulo é o maior consumidor de bens minerais do hemisfério sul, caracterizado pelo consumo essencialmente local e regional. Considerando o valor da produção mineral, ocupa o 4º lugar no ranking brasileiro, após Minas Gerais, Pará e Goiás.

Nesse sentido, a publicação apresenta o potencial mineral do Estado de São Paulo e a indústria mineral paulista, dividida por segmentos: agregados para a construção, água mineral, rochas calcárias, areia industrial, rochas fosfáticas, argilas, outros minerais industriais, rochas ornamentais e para revestimento. Também são abordadas a indústria mineral brasileira, as indústrias consumidoras e os principais desafios do setor.

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