A coordenação do COMIN, atenta ao momento político, que trouxe uma completa reestruturação do governo do país, dirige sua atenção para os responsáveis pela gestão da mineração brasileira na busca de informações que demonstrem o seu futuro. Por esse motivo, convocou no dia 29 de setembro, na sede da FIESP, em São Paulo, a 6ª Reunião Plenária do COMIN – Comitê da Cadeia Produtiva da Mineração, com os gestores que assumem posições dentro do Ministério de Minas e Energia, associações e entidades, para entender quais os rumos e expectativas que estão reservados a mineração brasileira.
Foram apresentados os titulares da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, engenheiro Vicente H. Lôbo Cruz e o diretor-presidente da CPRM – Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, o geólogo Eduardo Jorge Ledsham. “Entendemos que essa ação permitirá aos empresários e profissionais que atuam na mineração paulista, que tenham oportunidade ímpar para conhecer os planos e políticas reservados para a mineração brasileira”, destacou Eduardo Rodrigues Machado Luz – Coordenador Titular do Comitê da Cadeia Produtiva da Mineração – COMIN
Durante sua explanação, Lôbo Cruz afirmou que a mineração brasileira “parou”. “É imprescindível ouvirmos e entendermos os gargalos que afligem cada setor, isso sem dúvida contribuirá para o fortalecimento do setor”, enfatizando, “é obrigatório que estejamos juntos”. O diretor-presidente da autarquia ainda destacou que através do Novo Marco Regulatório, o Brasil estagnou. “Não desmerecendo o trabalho feito por pessoas qualificadas, mas o modelo do documento elaborado traz incertezas e indecisões que contribuem para uma desagregação de valor para o setor da mineração brasileira. Precisamos sabem realmente o que o setor mineral anseia para pensar no futuro dessa prática para as próximas gerações”.
Ao se pronunciar, Ledsham elogiou o trabalho desenvolvido pela Secretaria de Mineração, através do DNPM e CPRM, destacando que esses profissionais, através de uma boa gestão, são “braços desenvolvimentistas e fomentadores da mineração no país”.
Após a explanação dos convidados, Carlos Eduardo Auricchio– diretor titular do Departamento da Indústria da Construção – Deconcic, acrescentou que “espera que o governo tenha uma atitude objetiva e acertiva para o setor de mineração brasileira”.
Maria Fernanda Rodrigues dos Santos, marketing institucional da ASPACER, apresentou e convidou os representantes das entidades presentes para participarem nos dias 25 e 26 de outubro do XIII Seminário de APL base mineral e X Encontro da RedeAPLmineral, que têm como foco o debate sobre a Mineração e Ordenamento Territorial Geomineiro para Sustentabilidade dos APL de Base Mineral, evento que será na sede da ASPACER, em Santa Gertrudes e que são considerados como importante fundamento para o alcance do desenvolvimento sustentável destes APLs no Brasil, propondo e sugerindo novas ações e iniciativas que contribuam para o desenvolvimento sustentável dos APL de base mineral, principalmente no que diz respeito, nesta edição, aos aspectos relacionados à Mineração e Ordenamento Territorial Geomineiro para Sustentabilidade dos APL de Base Mineral. A fala veio de encontro com o que disse Fernando Valverde – Presidente Executivo da ANEPAC – Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para a Construção Civil. “O ordenamento territorial, para o setor mineral, é sem dúvida uma ação primordial, pois através do planejamento do programa de agregados, conseguiremos garantir uma atividade saudável para as próximas gerações”.
Ao final do encontro, Machado Luz propôs que seja formulado um documento de propostas e anseios dos setores de mineração, através das associações e entidades participantes, coordenado pelo COMIN, para que seja encaminhado para a Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia. A intenção é que o documento esteja finalizado na primeira quinzena de outubro e que através de um encontro em novembro, seja entregue nas mãos do Secretário.