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Revista Aspacer   Setembro 2010

 
Hino da Cerâmica
 
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ASPACER - Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento
SINCER - Sindicato das Ind. da Construção, do Mobiliário e Cerâmicas de Sta. Gertrudes
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Bacen divulga ata da reunião em que o Copom elevou a Selic para 10,75% ao ano
29/07/2010

Nesta quinta-feira (28) foi divulgada a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada nos dias 20 e 21 de julho, quando se decidiu por unanimidade pelo aumento de 0,5 ponto percentual na da taxa Selic, que passou de 10,25% a.a. para 10,75% a.a.

Na publicação, o Copom enxerga um cenário no qual a expansão da demanda agregada supera a da oferta agregada , ainda que esta diferença esteja menos intensa que o observado no início deste ano. Esta desaceleração na demanda seria devido a uma expansão mais moderada do crédito à pessoa física, à reversão de parte substancial dos estímulos concedidos em 2008/2009 e uma expansão a ritmo cada vez menor das economias de países desenvolvidos.

Quanto ao cenário externo, se espera uma recuperação ainda mais lenta para os países do G3 (EUA, Japão e Zona do Euro) e um crescimento mais moderado para a China. As incertezas quanto às dívidas soberanas de países europeus também corroboram para uma influência desinflacionária do ambiente externo sobre a inflação doméstica.

A Fiesp/Ciesp mantém o sentimento de repúdio em relação à decisão do Copom de aumentar os juros. O que é mais importante: as expectativas de mercado ou os números já bem claros de arrefecimento da inflação no Brasil? A quem interessa juros altos: aos poucos do mercado ou aos muitos da sociedade? Uma Selic mais elevada só prejudica o setor produtivo e atrasa, no Brasil, o desenvolvimento e o emprego.

“Vamos seguir defendendo o setor produtivo brasileiro. O Brasil não pode continuar entre os campeões mundiais de maiores taxas de juros. Esse título é péssimo não somente para a nossa atividade econômica, mas para toda a população brasileira”, afirma João Guilherme Sabino Ometto, presidente em exercício da Fiesp.

“Quando a insistência da política de juros altos, na contramão da realidade econômica do País, prejudica o crescimento e tira da sociedade emprego e renda, quem trabalha e produz fica desmotivado. Isso não é bom para o Brasil”, afirma Rafael Cervone, presidente em exercício do Ciesp.

Fonte: assessoria de imprensa Fiesp

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