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Revista Aspacer   Setembro 2010

 
Hino da Cerâmica
 
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ASPACER - Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento
SINCER - Sindicato das Ind. da Construção, do Mobiliário e Cerâmicas de Sta. Gertrudes
Desenvolvido: E.A.V
 

Dilma Pena abre FORN&CER com palestra
02/07/2010

A abertura da III edição do FORN&CER (Encontro Internacional de Fornecedores e Cerâmicas), no último dia 21, contou com a presença da secretária de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo, Dilma Pena. O evento reuniu os principais representantes do setor cerâmico, além de autoridades políticas de toda região. Na ocasião, a secretária ministrou uma importante palestra sobre “Políticas Energéticas no Estado de São Paulo” e buscou elucidar as dúvidas e questionamentos do setor.

Os assuntos de maior destaque, tanto na palestra quanto nas perguntas feitas pelo público presente, foram energia elétrica e gás natural. Versando sobre a utilização de fontes energéticas alternativas e sustentáveis, a palestra evidenciou os esforços do governou estadual para oferecer recursos energéticos com baixos preços e pouca agressão ambiental. “A energia gerada pelas hidroelétricas ainda representa a maior faixa de consumo da população e da indústria. Também estamos estudando fontes alternativas, como a energia eólica (gerada pelo ar). Identificamos três grandes campos que são potências para a produção desta energia”, destacou a secretária.

Ainda em relação à energia elétrica, a secretária afirmou que não há falta de energia elétrica para indústria. “Não há carência de energia elétrica. Se há alguma falha ou dificuldade para que novos empreendimentos comecem a funcionar, isso diz respeito às distribuidoras e os pontos de distribuição – não propriamente a produção de energia”, esclareceu.

Os empresários do setor cerâmico, por meio do presidente da ASPACER, João Oscar Bergstron Neto, questionaram ao final da palestra a pouca significância da redução da tarifa do gás, anunciada no último dia 31 de maio. “O mercado paulista atual de gás é 14,5 milhões m3/d, com potencial para dobrar em uma década. O que é necessário é uma política energética que fixe diretrizes em relação aos preços deste insumo que é vital para a indústria. Mesmo sendo a redução pouco expressiva, ela não deixa de ser uma redução”, defendeu a secretária.

De acordo com a secretária, o Estado de São Paulo, se comparado com outros estados, dispõe de uma tarifa razoável de gás natural. “Na realidade, não existe uma política específica de estabelecimento de preços do gás natural. Estamos reféns do monopólio da Petrobrás que é quem abastece as distribuidoras do mercado interno”, ressaltou Dilma.

Em entrevista à revista ASPACER, a secretária disse ainda que avanços regulatórios na lei do gás natural para que a indústria paulista possa efetivamente ser competitiva no mercado interno e externo. “Nós sabemos que o alto preço do insumo prejudica a competitividade das nossas indústrias frente ao mercado. Estes avanços são de competência federal, embora estejamos na linha de frente para que esta política seja criada e contemple os interesses do setor”, finalizou Dilma.

A secretária, ao final do evento, se predispôs a receber os empresários das indústrias cerâmicas em seu gabinete para que, juntos, possam discutir e propor soluções energéticas que beneficiem o setor. 

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