O 12° encontro do Plano Diretor Regional Minerário, organizado pelo Grupo Temático de Cerâmicas (GT-Cerâmicas), através da Câmara Ambiental de Mineirais não Metálicos, reuniu na sede da Aspacer no dia 07 de maio, representantes das prefeituras participantes do projeto (Rio Claro, Santa Gertrudes, Cordeirópolis, Ipeúna e Iracemápolis), além de profissionais do setor cerâmico e membros da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) de Limeira e Piracicaba.
A reunião, foi conduzida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, através do assessor da coordenadoria de Planejamento Ambiental, José Pedro Fittipaldi, que apresentou passo a passo, todas as etapas vencidas até agora e reiterou a convocação do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), para auxiliar nos estudos e ampliar a importância e desenvolvimento do Plano.
A principal pauta da reunião, foi como aliar o desenvolvimento econômico cerâmico, que possui a melhor qualidade de matéria prima do mundo, com a intensa extração, mas com uma preocupação com o meio ambiente e a preservação das demais economias que envolvem o município e a região. “Também devemos levar em consideração a preservação do solo e principalmente dos recursos hídricos”, salientou Fittipaldi. Além disso, foram incluídos como itens fundamentais na discussão do projeto: a pavimentação das estradas que escoam a produção (projeto que através de incentivo da Aspacer, já está em andamento em âmbito estadual), além alta concentração de poeira lançada no ar, o que causa prejuízos para a saúde da população.
O engenheiro e geólogo do IPT, Marcis Cabral, reiterou a importância da parceria da instituição com o projeto. “Nosso objetivo é dar as diretrizes para garantir o suprimento das indústrias instaladas, mas sabendo conciliar com as outras economias e com o meio ambiente”.
“A matéria prima no polo de Santa Gertrudes é de qualidade tão superior, que com certeza dentro de pouco tempo a qualidade da cerâmica vermelha, poderá ser facilmente comparada com a de massa branca. Nossa região é abençoada por ter as melhores e maiores argilas do mundo. Não é necessário mistura para o processo da massa, apenas é utilizado água para a gronometria. Além disso, essa água é reaproveitada no processo industrial, pensando exatamente na preservação do meio ambiente”, complementou João Oscar Bergstron Neto, presidente da Aspacer.
Ainda na reunião, o diretor superintendente da Aspacer, Luis Fernando Quilici, divulgou o valor angariado para a contratação do IPT para auxílio ao projeto. Um total de 300 mil reais. Cerca de 270 mil reais cedidos pelo Estado e 30 mil, destinados pelos cinco municípios participantes. Através dos esforços da Aspacer, todas as prefeituras manifestaram apoio para financiamento do Plano Diretor Regional Minerário.