Um grupo de técnicos da Elektro, concessionária distribuidora de energia elétrica, esteve na sede da Aspacer no dia 24 de fevereiro, para uma reunião com empresários do setor. Organizada pelo presidente da Aspacer, João Oscar Bergstron Neto, coordenaram os trabalhos: Claudinei Domingos – gerente de relacionamento personalizado com clientes, Paulo Andrade – gerente comercial, Henrique Garcia – diretor de operações e planejamento técnico, Renato Corneti – gerente de contas, Mário Paglioni – supervisor de expansão e Sara Powsoni – engenheira de distribuição da Elektro. Cerca de 35 pessoas participaram do encontro.
Durante a reunião, os técnicos apresentaram o atual cenário da distribuição e consumo elétrico industrial da região Centro, que compreende as cidades de Santa Gertrudes, Cordeirópolis, Iracemápolis e Rio Claro, dentre outros municípios. “Uma região considerada forte, formada por grandes centros urbanos e industriais”, antecipa Claudinei Domingos.
O polo cerâmico de Santa Gertrudes é abastecido pela subestação de Rio Claro (RC I – CTEEP). Ao todo, a rede compreende cerca de 400 subestações e 30 alimentadores.
“Em nosso projeto, de acordo com a demanda até agora exigida das empresas do setor, calculamos um tempo útil de abastecimento em torno de cinco anos; porém, o que nos preocupa é a prospecção de crescimento e de aumento das linhas de produção das empresas do setor que, sem um planejamento adequado, podem ter problemas futuros no abastecimento de energia”, afirma Henrique Garcia.
De acordo com as informações, somente nas indústrias cerâmicas, estão sendo negociadas 18 novas linhas de produção, o que corresponde a um aumento significativo da demanda por energia.
“Qual o principal motivo dessa reunião? Pedir que o empresariado do setor cerâmico se reúna e faça uma projeção de crescimento e aumento das linhas de produção, para que possamos se necessário, aumentar o número de alimentadores, medida que demora em média, de seis a dezoito meses para ser aprovada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), tempo esse, que também é exigido pelos fornecedores dos equipamentos. Lembrando que o investimento só pode ser feito a partir do contrato assinado. Tudo isso exige planejamento e preparação, tanto dos empresários quanto da Concessionária distribuidora de energia”, afirma Mário Paglioni.
“É bom que fique bem claro que não existe problema de falta de energia e que o país não corre o risco de sofrer racionamento. Nossas subestações não comportam tal crescimento estimado para o mercado, exigindo alto investimento. Só precisamos nos planejar para que o setor, um dos mais importantes da economia, esteja totalmente seguro em aumentar sua produção e garantir energia necessária para funcionar”, complementa Domingos.
“A Elektro quer vender energia, em contrapartida, as empresas querem aumentar sua demanda. Proponho que todos os empresários se reúnam, façam um planejamento de quanto e como pretendem aumentar suas linhas de produção. Após esse passo, faremos um próximo encontro, com dados mais concretos, trazidos por cada cerâmica interessada e quem sabe, se necessário, poderemos buscar apoio governamental para nos auxiliar”, finalizou Bergstron Neto.
Desse primeiro encontro, participaram técnicos e empresários do setor cerâmico das indústrias: Lume, Karina, Embramaco, Atlas, Buschinelli e Cia., Majopar, Incopisos, Ruy Rocha, Incefra, Artec, Strufaldi, Cecafi, Carbus, Ceral, Batistella, Formigrês, Nardini, Unigrés, Chiarelli, Lanzi e Savane.