Setor cerâmico alavancou o consumo de gás natural na região, afirma Quilici

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De acordo com os últimos dados oficiais disponíveis pela Secretaria Estadual de Energia e Mineração de São Paulo, no ranking dos municípios que mais consumiram gás natural em 2015, Santa Gertrudes ficou em primeiro lugar no estado na classe industrial e em segunda posição dentre os municípios paulistas, considerando todas as classes de consumidores, como residencial, comercial, automotivo, cogeração e termogeração.

Quando se mede o consumo de gás natural por município, levando-se em consideração todas as classes consumidoras,  a cidade de São Paulo ocupa a primeira posição, ficando Santa Gertrudes em segundo e Cubatão em terceiro lugar.

Na análise específica dos números da classe de consumo industrial, Santa Gertrudes fica em primeiro lugar no estado, com um consumo de 318 milhões de m³ de gás natural, a cidade de Cubatão fica na segunda posição (313 milhões de m³), e na terceira colocação a cidade de Santo André (274 milhões de m³).

Ainda no ranking estadual das cidades que mais consomem gás natural no estado, ocupam posição de destaque as cidades de Cordeirópolis (9º posição do consumo geral e 8º lugar no consumo industrial) e Rio Claro (13º posição no consumo geral e 12º lugar no consumo industrial).

Em 2015, Cordeirópolis teve um consumo geral e industrial de 162 milhões de m³ de gás. Ocorre que no município somente o setor industrial consome o energético, o mesmo acontece com Santa Gertrudes.

No município de Rio Claro todas as classes de consumo absorveram 129 milhões de m³ de gás, sendo que o setor industrial consumiu desse total 127 milhões de m³.

O fato de Santa Gertrudes ocupar essa posição privilegiada no ranking estadual das cidades que mais consomem gás natural, e de Cordeirópolis e Rio Claro também terem destaque nesse quesito,  se deve a forte presença de indústrias cerâmicas na região, segmento que consome o energético intensivamente no processo de fabricação de pisos, azulejos, faixas e pastilhas.

Para o diretor de Relações Institucionais da ASPACER, Luís Fernando Quilici, “sem dúvida alguma o consumo de gás natural das cidades da região foi alavancado pela indústria de revestimentos cerâmicos. Aliás foi esse segmento, que ancorou o início das operações do gasoduto Brasil-Bolívia em 1999 e em 2000. O setor tem um consumo firme e estável de gás natural, o que faz da indústria cerâmica um dos segmentos industriais que mais consomem gás natural no Brasil”.

Ainda segundo a Secretaria de Energia e Mineração, na variação do consumo do gás natural industrial entre os anos 2014/2015, Santa Gertrudes consumiu 7,6% a mais do combustível, Cordeirópolis 3,89% e Rio Claro 3,05%, contrariando o resultado total do consumo industrial estadual no mesmo período, que apresentou queda de 4,05%.

O que é o Gás Natural

 O Gás Natural é um combustível fóssil que se encontra na natureza, normalmente em reservatórios profundos no subsolo, associado ou não ao petróleo. Assim como o petróleo, ele resulta da degradação da matéria orgânica, fósseis de animais e plantas pré-históricas, sendo retirado da terra através de perfurações. Inodoro, incolor e de queima mais limpa que os demais combustíveis, o Gás Natural é resultado da combinação de hidrocarbonetos gasosos, nas condições normais atmosféricas de pressão e temperatura, contendo, principalmente, metano e etano.